Lula abre campanha à reeleição em São Bernardo

Presidente criticou gestão anterior na pandemia e prometeu criar Ministério da Segurança Pública se PEC for aprovada

16 ago, 2026
Lula, Geraldo Alckimin e Fernando Haddad | Reprodução/YouTube/@LulaOficial
Lula, Geraldo Alckimin e Fernando Haddad | Reprodução/YouTube/@LulaOficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez seu primeiro evento de campanha à reeleição em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, no domingo (16), onde iniciou sua carreira política como líder sindical nos anos 1970. Acompanhado de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, criticou a direita e apresentou propostas para segurança pública.

A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16). Os candidatos à Presidência já podem pedir votos explicitamente e organizar comícios, carreatas e passeatas. A propaganda na internet também está liberada. Na TV e no rádio, a campanha só começa em 28 de agosto.

Quem acompanhou Lula

Lula participou do evento acompanhado de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e Geraldo Alckmin, candidato à reeleição como vice-presidente. Janja da Silva, primeira-dama, compareceu junto com Lu Alckmin e Ana Estela Haddad, esposa de Haddad.

Janja da Silva discursou no evento e cantou música de campanha ao lado do cantor gospel Kleber Lucas, segundo a G1. A primeira-dama reforçou o apoio à chapa.

O discurso de Lula

Em seu pronunciamento, Lula criticou a gestão da direita durante a pandemia de Covid-19: “Uma direita que ficava dando risada das crianças que estavam morrendo por falta de remédio. Uma direita que é responsável pela morte de 400 mil pessoas da Covid por irresponsabilidade com a vacina”, afirmou Lula.

O presidente defendeu o combate aos líderes do crime organizado e investimentos em educação para evitar que adolescentes se tornem criminosos. Prometeu criar o Ministério da Justiça e Segurança Pública caso a PEC seja aprovada: “Se for aprovada a PEC da Segurança Pública, que o Alcolumbre mandou para a comissão ontem, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir responsabilidade com estados e municípios pra gente libertar o povo das vilas mais pobres”, disse Lula.

Segundo Lula, a medida visa maior participação da União no combate ao crime organizado e permitir que a população de comunidades pobres seja libertada da criminalidade. O presidente afirmou que quadrilhas comandam vilas e bairros pobres e prometeu prender todos que se considerem donos desses territórios: “É fácil matar o bandido em uma favela. Agora o cara que manda está em um apartamento de cobertura. Está em um apartamento de condomínio. Nós precisamos acabar com eles, e nós vamos trabalhar duro”, prometeu Lula.


Lula lança candidatura à presidência em São Paulo (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNBrasil)


Alckmin foca em soberania

Geraldo Alckmin discursou sobre desenvolvimento econômico e indústria, defendendo a soberania como mote da campanha. O vice mencionou a defesa do PIX e do Brasil como eixos centrais. “É tetra, e é em defesa da soberania. É em defesa do nosso PIX, é em defesa do nosso Brasil, é em defesa do nosso povo, vamos juntos”, afirmou Alckmin.

Lula dedicou seu discurso à mãe, Eurídice Ferreira Mello, conhecida como Dona Lindu, segundo a G1. O presidente também agradeceu a Deus durante o pronunciamento.

Em relação à aparência, Lula explicou à G1 que usa chapéu porque fez radioterapia na cabeça e não pode tomar sol. O presidente reforçou que é o primeiro a ser eleito para um terceiro mandato e está em busca do quarto. “Eu estou muito agradecido a vocês, e a lembrança deste estado pra mim é maravilhosa. É inesquecível o que eu vivi aqui”, disse Lula.

O presidente afirmou que, enquanto for vivo, não vai parar de lutar e prometeu não deixar a direita voltar a governar o país. Simone Tebet, do PSB, e Marina Silva, da Rede, ambas candidatas ao Senado pelo campo progressista em São Paulo, dividiram o palco com Lula. Tebet alterou seu colégio eleitoral do Mato Grosso do Sul para concorrer em São Paulo.

O evento ocorreu no Estádio da Vila Euclides, também chamado Estádio 1º de Maio, local que foi palco da militância de Lula nos anos 1970 e 1980 e berço da grande greve dos trabalhadores do ABC em 1979. A escolha do local marca o retorno do presidente ao seu berço político. Quase todos os candidatos mais bem colocados nas pesquisas escolheram a Região Sudeste para seus primeiros eventos de campanha, com relação aos respectivos percursos políticos. Ronaldo Caiado foi exceção entre os principais presidenciáveis.

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