Estados Unidos consideram ataque ao Irã em meio a impasse nuclear
Casa Branca inicia retirada preventiva de funcionários no Oriente Médio e mantém forças em prontidão enquanto aguarda decisão final de Donald Trump
Nesta terça-feira (18), os EUA preparam-se para a possibilidade de uma ofensiva contra o Irã, a informação foi feita pela emissora americana CBS News. A ação, entretanto, ainda depende de decisão definitiva do presidente Donald Trump. Enquanto isso, Washington e Teerã mantêm negociações com o objetivo de estabelecer limites ao programa nuclear iraniano.
O governo iraniano afirma que o projeto possui finalidade exclusivamente pacífica, enquanto autoridades americanas manifestam preocupação quanto à eventual tentativa de desenvolvimento de armamento nuclear. Rodadas recentes de diálogo registraram avanços considerados modestos, sem que se alcançasse um entendimento definitivo. O presidente americano declarou que poderá autorizar um ataque caso não haja acordo.
Forças americanas entram em estado de prontidão
De acordo com o canal estadunidense, as Forças Armadas americanas já estariam em condições de iniciar uma operação no fim de semana, podendo haver desdobramentos além do sábado. As informações foram atribuídas a fontes governamentais com conhecimento direto do assunto.
Forças militares americanas esperam aval de Donald Trump para atacar Teerã (Video: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
O Departamento de Guerra deverá iniciar, nos próximos dias, a transferência de funcionários americanos que vivem no Oriente Médio para destinos como Europa ou qualquer outro território considerado norte-americano. As Medidas dessa natureza são frequentemente adotadas em contextos de possível escalada militar.
O governo do Irã declarou que responderá com ataques a bases americanas na região caso seja alvo de bombardeios. Paralelamente, nesta quinta-feira (19) foi anunciado exercícios navais conjuntos com forças russas no Mar de Omã e na porção norte do Oceano Índico.
Também a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que existem “diversos argumentos” que poderiam fundamentar uma ação militar. Segundo ela, o Trump considera o tema prioritário e avalia permanentemente os interesses nacionais, das Forças Armadas e da população americana. Leavitt indicou que a diplomacia permanece como prioridade, mas avaliou que seria prudente para o país islamico concluir um acordo neste momento. A Casa Branca analisa possíveis impactos políticos e cenários de escalada.
Relatórios indicam risco de guerra iminente
O jornal americano The New York Times, noticiou que Israel permanece em estado de alerta máximo há semanas e ampliou seus preparativos diante da possibilidade de conflito. Uma reunião de governo marcada para quinta-feira (19) foi adiada para domingo (22).
Genebra sedia acordos nucleares de EUA e Irã (Video: reprodução/YouTube/SBT News)
Mais cedo, o portal Axios informou que o governo de Donald Trump estaria mais próximo de um confronto de grandes proporções no Oriente Médio do que grande parte da população americana imagina, indicando que o conflito poderia começar em breve. A publicação apontou que uma eventual guerra entre Estados Unidos e Irã poderia se estender por semanas e envolver Israel.
Segundo o Axios, o presidente americano quase autorizou uma ofensiva em janeiro, após a repressão violenta a protestos contra o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. Embora tenha optado inicialmente por pressionar pela retomada das negociações nucleares, o presidente determinou o envio de dois porta-aviões à região, acompanhados por navios de ataque, aeronaves de combate e sistemas de defesa aérea.
