Eleições em Israel tem resultado incerto e o partido de Netanyahu lidera a votação
Eleições em Israel têm número expressivo nas urnas, e a segurança nacional está entre as principais preocupações e desafios do eleitorado
As eleições em Israel aconteceram nesta terça-feira (27) e, com mais de 90% das urnas apuradas, a imprensa israelense noticiou que os partidos apoiadores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu podem estar em vantagem, porém não conseguiram a maioria absoluta.
O que levou o partido de Benjamin Netanyahu a acusar os opositores, formados por árabes, de conseguirem ampliar o número de cadeiras no parlamento israelense foram as acusações de ameaças, compra de votos e alteração de cédulas. Porém, essas acusações foram feitas sem qualquer evidência comprobatória.
Nota do partido Likud
Em uma declaração feita nesta quarta-feira (28), o Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, afirmou que as eleições foram roubadas. Confira abaixo.
“As eleições no Estado de Israel foram roubadas por partidos árabes que apoiam o terrorismo e a destruição do Estado judeu, por meio de crimes graves que envolvem suborno, ameaças, violência, falsificação e uso de programas de computador proibidos para mobilizar eleitores”.
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Partido que concorre à política em Israel (Foto: Reprodução/Instagram/@b.netanyahu)
Essa é a primeira disputa política no país após o ataque em 2023, que ocasionou os conflitos em Gaza. O grupo de oposição, liderado pelo ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, conquistou um número considerável de cadeiras, mas serão precisas 61 para formar uma maioria no Knesset, parlamento israelense, que possui 120 assentos.
As eleições em Israel acontecem de maneira diferente: a população não escolhe um candidato diretamente, mas um partido que, ao obter pelo menos 3,25% dos votos, entra para o parlamento. Para um partido conseguir governar com apoio da maioria, são feitas alianças entre os principais partidos e os menores, deixando o poder de negociação com a minoria.
A votação em Israel foi expressiva, deixando a disputa acirrada entre o partido de Netanyahu e o Partido de Gadi Eisenkot, que teriam entre 20 e 30 cadeiras cada um.
Em meio à troca de acusações, o partido Yashar disse que o primeiro-ministro procura respaldos para deslegitimar o resultado das eleições, já que as acusações de fraudes não foram comprovadas até o momento.
Eleições em meio a isolamento
As eleições ocorrem em meio a um isolamento diplomático e político, após os conflitos em Gaza e no Oriente Médio, e a segurança nacional é um dos principais temas de preocupação do eleitorado, que se transformou em uma verdadeira consulta pública. Após os ataques de 2023, o medo dos riscos interiores e exteriores aumentou.
A polarização entre eleitores de partidos de direita e árabes está basicamente relacionada às medidas de segurança tomadas pelo governo. E com esse resultado indica que existe um problema político envolvendo ambos os partidos (Natanyahu e Eisenkot).
Com 77 anos, Benjamin Netanyahu enfrenta Eisenkot, de 66 anos, e quem vencer por maioria irá governar o país no sistema parlamentarista, que difere do sistema presidencialista. O resultado das eleições ainda não foi divulgado. A corrida agora é dos partidos eleitos, que escolherão um bloco para formar a maioria, além das investigações em curso sobre a possível fraude nas eleições pelo partido Árabe.
Veja em nota o que disse o partido Likud:
“Este é um golpe grave contra a democracia israelense e o direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades responsáveis pela aplicação da lei devem agir de forma decisiva e imediata”.
