Defesa de Bolsonaro pede cirurgia e prisão domiciliar humanitária

Advogados solicitam ao STF autorização para cirurgias e conversão da pena para prisão domiciliar, citando agravamento do quadro clínico

10 dez, 2025
Jair Bolsonaro | Foto: reprodução / SERGIO LIMA/ Getty Images Embed
Jair Bolsonaro | Foto: reprodução / SERGIO LIMA/ Getty Images Embed

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou, nesta terça-feira (9), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que ele seja autorizado a realizar duas cirurgias e deixe temporariamente a custódia da Polícia Federal (PF). Os advogados também pedem que a pena seja convertida em prisão domiciliar humanitária, alegando que o estado de saúde do ex-presidente se deteriorou nas últimas semanas e exige tratamento urgente em ambiente hospitalar adequado.

Pedido de cirurgia e justificativas médicas

No documento enviado ao STF, os advogados apresentam laudos que apontam a necessidade de duas intervenções: uma para tratar crises de soluços persistentes, classificadas como “singultos”, e outra para corrigir uma hérnia inguinal unilateral. O relatório médico destaca que Bolsonaro vem relatando dores e desconforto contínuo, o que motivaria a internação imediata para evitar agravamentos. A defesa informa que o procedimento deve ser feito em um hospital privado em Brasília, com previsão de internação entre cinco e sete dias.

Argumentos para o pedido de prisão domiciliar

Além da autorização cirúrgica, a defesa solicita que a permanência na custódia da PF seja substituída por prisão domiciliar humanitária. O argumento principal é que o ambiente atual não atenderia às necessidades médicas do ex-presidente e poderia impactar negativamente sua recuperação. Os advogados afirmam que a medida seria compatível com garantias constitucionais relacionadas ao direito à saúde e à integridade física, e destacam que o monitoramento eletrônico pode ser utilizado para assegurar o cumprimento da pena.


Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/ Anadolu/ Getty Images Embed)


Situação jurídica e próximos passos

Bolsonaro está sob custódia da PF desde 22 de novembro, após determinação do STF. A solicitação atual será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos desdobramentos do caso. Cabe ao magistrado decidir se haverá autorização para a internação hospitalar e se a conversão para prisão domiciliar será aceita. Até o momento, não há previsão de quando o pedido será avaliado. O STF já havia permitido visitas médicas e atendimentos específicos, mas essa é a primeira solicitação formal que combina cirurgia e mudança de regime.

Contexto recente da defesa

O pedido se soma a outras manifestações enviadas ao Supremo ao longo das últimas semanas, nas quais a defesa relatou episódios de mal-estar, dificuldades físicas e limitações diárias enfrentadas pelo ex-presidente. Os advogados afirmam que a soma desses fatores reforça a necessidade de intervenção médica contínua e de condições diferenciadas de cumprimento de pena enquanto durar o tratamento. Segundo a petição, todas as medidas solicitadas visam garantir estabilidade ao quadro clínico e preservar a recuperação pós-cirúrgica.

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