Caso Banco Master: PF avança para segunda fase da Operação Compliance Zero

Com 42 mandados judiciais expedidos pelo STF, a operação investiga fraudes, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado no caso da instituição

14 jan, 2026
Banco Master é o centro da operação | Reprodução/Agência Brasil/Rovena Rosa
Banco Master é o centro da operação | Reprodução/Agência Brasil/Rovena Rosa

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal (PF) avançou para a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado no caso do Banco Master. Foram expedidos 42 mandados judiciais contra o controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de familiares e outros nomes ligados ao mercado financeiro.

O caso Banco Master

Nos últimos anos, o Banco Master obteve um forte crescimento com uma estratégia que envolvia a oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas muito superiores às praticadas por outras instituições, o que gerou dúvidas sobre sua saúde financeira. Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil declarou a liquidação extrajudicial da instituição devido às suas irregularidades financeiras.


BC anunciou liquidação extrajudicial do Banco Master (Vídeo: reprodução/Instagram/@bancocentraldobrasil)


Desde então, as investigações, que antes eram conduzidas pela Polícia Federal (PF), deixaram de pertencer apenas ao campo policial, e autoridades passaram a considerar a possibilidade de o caso impactar o sistema financeiro do país. Assim, as ações das autoridades avançaram para apurar possíveis fraudes e desvios de recursos, e parte dos desdobramentos chegou a ficar sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).

A segunda fase da operação

Com 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, a operação inicia a segunda fase. O foco está além da falência do banco, mas está em busca a responsabilização dos envolvidos, a transparência das decisões do Banco Central e os limites de atuação entre os órgãos de controle e a Justiça.


PF entra na segunda fase da Operação Compliance Zero (Foto: reprodução/Instagram/@wertherphoto)


A PF apreendeu carros, relógios de luxo, dinheiro em espécie e outros bens. Além de Vorcaro e seus familiares, os mandados tiveram como alvos endereços em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. As defesas dos suspeitos, como Vorcaro, alegam que ele tem colaborado com as autoridades. Já a de outros suspeitos não fizeram nenhum comunicado a confiança no sistema bancário brasileiro.

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