Anvisa proíbe suplementos das marcas Newfit e SharkPro
Medidas foram publicadas no Diário Oficial da União após a identificação de substâncias não declaradas em um produto e falhas graves de fabricação em suplementos da outra marca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e Shark Pro. As resoluções foram assinadas na sexta-feira (14) e publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU).
No caso da Newfit, uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou três substâncias que não estavam informadas na composição do produto: sibutramina, fluoxetina e furosemida.
Já a suspensão envolvendo a Shark Pro ocorreu após uma inspeção sanitária identificar uma série de irregularidades relacionadas às condições de fabricação e à regularização dos suplementos.
Anvisa identifica substâncias não declaradas no Newfit
Segundo a Anvisa, o suplemento Newfit, de responsabilidade da empresa RBB Top New, apresentou sibutramina, fluoxetina e furosemida em sua composição, embora nenhuma dessas substâncias estivesse declarada no rótulo.
A embalagem informava ingredientes como chlorella, spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e crômio. A presença de componentes que não constavam na composição declarada foi classificada pela agência como indício de adulteração.
Diante da irregularidade, a Anvisa determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, exportação, propaganda e uso de todos os lotes do Newfit.
Shark Pro é alvo de suspensão após inspeção
A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro, pertencente à empresa RCA Labs.
A medida foi adotada após uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari, no interior de São Paulo. Durante a fiscalização, foram identificadas falhas consideradas graves nas Boas Práticas de Fabricação dos produtos.
Suplementos alimentícios (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Visage)
Fiscalização encontrou diversas irregularidades
Entre os problemas apontados na inspeção estão:
- ausência de controle de qualidade das matérias-primas;
- armazenamento inadequado de matérias-primas;
- falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos;
- ausência de estudos de estabilidade dos suplementos;
- falta de regularização de alguns produtos;
- ausência de informações sobre alergênicos na rotulagem de um dos suplementos;
- falta de declaração sobre possível contaminação cruzada em outro produto.
A determinação da Anvisa abrange todos os suplementos alimentares da Shark Pro, independentemente do lote. As medidas fazem parte das ações de fiscalização sanitária da agência para impedir que produtos em situação irregular continuem sendo fabricados, comercializados ou utilizados.
