Polônia alerta para possíveis ataques russos contra países europeus

Governo polonês recebe alerta de inteligência; país aumenta a vigilância militar; Tusk viaja à Ucrânia para discutir cooperação em defesa aérea

18 set, 2026
Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia | Reprodução/Instagram/@adamszlapka
Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia | Reprodução/Instagram/@adamszlapka

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta quinta-feira (17) que a Rússia está planejando usar drones e mísseis para atacar países europeus que apoiam a Ucrânia. Tusk esclareceu que informações obtidas por agências de inteligência indicam possíveis ações apresentadas como acidentes, com a intenção de enfraquecer a disposição dos integrantes da Otan de reagir contra uma eventual agressão sofrida por um de seus membros.

Tusk declarou o alerta em um discurso ao Parlamento e não informou de quais órgãos de inteligência as informações saíram.

Tusk aponta estratégia russa

O primeiro-ministro disse que os possíveis ataques poderiam acontecer para dificultar uma resposta da Otan e também coincidir com alterações políticas em alguns países europeus. Tusk afirmou que a estratégia poderia trazer força para grupos que defendem negociações para a guerra na Ucrânia acabar, usando discursos que falam sobre paz e pacifismo.

O governo polonês também mencionou suspeitas de nações europeias sobre o envolvimento da Rússia em questões de sabotagem registrados nos últimos meses. A Alemanha está entre os principais aliados da Ucrânia mencionados nesse contexto. O Kremlin nega presença nas ações. A Embaixada da Rússia em Varsóvia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.


Polônia alerta para um possível ataque russo contra nações da Europa (Foto: reprodução/X/@AnaliseGeopol)


A Polônia acionou um alerta para as aeronaves militares depois que a Rússia realizou um ataque no oeste da Ucrânia, próximo à fronteira polonesa. Os aeroportos de Rzeszów e Lublin foram fechados de forma temporária, e os moradores de duas regiões do leste do país ouviram alertas de ataque aéreo. A imprensa local afirmou que sirenes foram acionadas e estudantes de algumas escolas foram enviados para abrigos.

Defesa aérea é reforçada

O pronunciamento veio alguns dias depois que um drone russo acertou um trem de passageiros na Ucrânia, a cerca de 2 quilômetros da fronteira com a Polônia. Devido ao ocorrido, o ministro da Defesa polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz, informou que o país fortaleceu a proteção do espaço aéreo, com maior participação de caças F-16 e helicópteros, além do reforço dos sistemas de defesa aérea e de resposta rápida.

Tusk também confirmou uma viagem para Ucrânia nesta sexta-feira (18), quando deverá se encontrar com o presidente Volodymyr Zelensky. Os dois devem falar sobre a cooperação na Coalizão Antimísseis, formada por países europeus que trabalham, junto com os ucranianos, em um sistema de defesa aérea apresentado como opção mais barata aos equipamentos Patriot, fabricados nos Estados Unidos.

A visita ocorre ao mesmo tempo em que Varsóvia amplia sua atenção sobre a segurança de seu território graças a proximidade dos ataques registrados na Ucrânia.

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