Presidente Lula fala sobre as denúncias no STF e a atual crise na Corte
Luiz Inácio fala sobre denúncias envolvendo ministro, defende mudanças no Judiciário e demonstra receio à respeito das eleições 2026
Durante uma entrevista ao podcast “Desce a Letra Show”, nesta quarta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os denunciados do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam investigados. Lula afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, precisa ter firmeza para evitar que a crise no Supremo atrapalhe as eleições de 2026.
Direito à defesa e imagem negativa da Corte
O presidente e candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ressaltou que a sociedade brasileira não deve ficar assistindo a acusações sem provas concretas. Além disso, afirmou que as denúncias devem ser investigadas, destacando que ninguém está acima da lei, incluindo os integrantes do Poder Judiciário. Ele também defendeu que os envolvidos tenham a direito à defesa, pois a presunção de inocência é garantida a todos, mas que deve ser esclarecido.
Lula ainda ressaltou que o Judiciário precisa de grandes mudanças, pois existem inúmeras reclamações, além do confronto verbal dos ministros prejudicando a imagem da Corte, se tratando de algo “incorreto”.
Durante uma entrevista, no dia 10 de setembro, Luiz Inácio chegou a elogiar as decisões do chefe da Corte, Fachin. No entanto, após os últimos acontecimentos no Supremo, Lula destacou que Edson deve tomar medidas para que o processo eleitoral não seja prejudicado: “O Fachin tem a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo leitoral”, afirma.
Presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, no podcast “Desce a Letra Show” (Vídeo: reprodução/Youtube/@LulaOficial)
Elogios a Alexandre de Moraes
Apesar das críticas feitas, Lula falou sobre o importante papel que Alexandre de Moraes teve na defesa da democracia após as eleições no ano de 2022, afirmando que o trabalho do ministro foi de grande importância para a garantia da soberania popular no país.
Por fim, o chefe de Estado disse estar muito triste com a crise institucional, mas diz confiar que tudo possa ser esclarecido. Enfatizando que é necessário uma mudança na política e nos grandes poderes, com medidas rigorosas, já que atualmente a política está cada vez mais prejudicada.
