Daniel Vorcaro irá fazer delação premiada em abril

Ex-banqueiro fará delação à Polícia Federal, citando envolvidos no esquema do Banco Master e explicará possíveis ligações com ministros do STF

26 mar, 2026
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@republiqueBRA
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@republiqueBRA

Em abril, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, irá abrir o jogo e vai dizer à Polícia Federal quem estava com ele no esquema de fraude referente ao banco. A delação que ele vai fazer irá mostrar os nomes que, seguindo a hierarquia, estariam acima dele.

Além disso, Vorcaro terá que prestar contas devido à sua proximidade com os dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Envolvimento com ministros

Segundo as apurações das investigações, Dias Toffoli havia vendido uma parte do resort para o fundo ligado ao Banco Master. O ministro respondeu negando qualquer envolvimento no esquema, alegando apenas coincidência. Já Alexandre de Moraes tinha uma ligação mais direta, já que a esposa do ministro possui um escritório de advocacia que Daniel Vorcaro contratou. O valor dos serviços prestados gira em torno de R$ 3,6 milhões mensais.

Os investigadores relataram que, até o momento, não foi identificada nenhuma irregularidade no contrato. A Polícia Federal também concluiu que alguns líderes de partidos estariam envolvidos no esquema. Após a delação apresentada por Daniel Vorcaro, ela será revista e aprovada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Depois de aprovada por esses órgãos, irá para as mãos do ministro relator do inquérito do Master, André Mendonça, que fará a homologação.


Vorcaro irá citar que estão acima dele em delação envolvendo escândalo Banco Master (Foto: reprodução/X/@GloboNews)


Transferência de cela

Nesta semana, na segunda-feira, o banqueiro foi transferido da carceragem da PF para outra cela com mais conforto, a pedido dos advogados. A cela conta com cama, ar-condicionado, banheiro privativo e janela. Ela fica localizada na Superintendência da PF, em Brasília.

A cela, inclusive, era onde o ex-presidente Jair Bolsonaro estava antes de ser transferido. O pedido foi feito devido à pequena cela em que estava, que contava com apenas 5 metros por 3 metros, o que fez a defesa entrar com o pedido para o ministro André Mendonça, que posteriormente foi aceito

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