Morte de “Sicário” aprofunda dúvidas e adiciona novo capítulo no caso do Banco Master

Investigado por atuar como braço operacional de esquema bilionário, Mourão morreu após tentativa de suicídio sob custódia da Polícia Federal

07 mar, 2026
O Banco Master | Reprodução/Instagram/@infomoney
O Banco Master | Reprodução/Instagram/@infomoney

A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro, dá início a um novo capítulo em uma das investigações financeiras mais sensíveis conduzidas recentemente pela Polícia Federal. Preso na Operação Compliance Zero, Mourão teve o óbito anunciado após confirmação de morte encefálica nesta sexta-feira (6), depois de uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da PF em Minas Gerais.

Personagem importante da investigação

Apontado pelos investigadores como operador direto de ordens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi, o “Sicário”, teria exercido papel estratégico dentro de um esquema investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Segundo os relatórios da Polícia Federal, ele atuava como uma espécie de executor de tarefas sensíveis da organização criminosa, que incluíam monitoramento de alvos, obtenção irregular de informações em sistemas sigilosos e práticas de intimidação.

Documentos da investigação dão conta de que a atuação de Mourão é descrita como a de uma “longa manus”, expressão jurídica utilizada para indicar alguém que age em nome de outra pessoa na execução de determinadas ações. Conversas interceptadas pelos investigadores apontam para uma relação direta entre ele e Vorcaro na condução dessas atividades.


Notícia da morte de Mourão (Vídeo: reprodução/You Tube/@jovempannews)


Morte ocorre sob custódia da PF

De acordo com a Polícia Federal, Mourão atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia na Superintendência Regional da instituição em Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado a um hospital em Belo Horizonte, onde permaneceu internado até a confirmação da morte encefálica.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que todo o atendimento e os momentos que antecederam o ocorrido foram registrados por câmeras de segurança. A corporação também informou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias da custódia e esclarecer todos os detalhes relacionados ao episódio.

A morte de um personagem considerado central para a investigação pode impactar o andamento do caso, especialmente em relação à coleta de depoimentos e à reconstrução da estrutura interna do suposto esquema financeiro investigado pela operação.

 

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