Anvisa aprova Wegovy em comprimido para tratamento da obesidade no Brasil

Aprovada para adultos, a versão oral do Wegovy é tomada todo dia e traz o mesmo princípio ativo da caneta; valor segue em aberto

04 nov, 2026
Anvisa aprova Wegovy em comprimido para tratamento da obesidade no Brasil I Reprodução/Tom Little/Reuters
Anvisa aprova Wegovy em comprimido para tratamento da obesidade no Brasil I Reprodução/Tom Little/Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o Wegovy em comprimido, medicamento da Novo Nordisk à base de semaglutida, para o tratamento da obesidade e do sobrepeso em adultos. Segundo o G1, é o primeiro remédio oral da classe dos agonistas de GLP-1 aprovado no país para essa finalidade. O comprimido tem 25 mg, deve ser tomado uma vez ao dia e ainda não tem preço definido.

A autorização está em resolução publicada no Diário Oficial da União. A Novo Nordisk havia protocolado o pedido em 30 de janeiro deste ano.

O que muda em relação à caneta

Até agora, a semaglutida indicada para emagrecer chegava ao paciente por injeção semanal, aplicada com caneta. A empresa já vendia um comprimido, o Rybelsus, mas a indicação dele é outra: o diabetes tipo 2.

O comprimido do Wegovy tem dose bem mais alta que a da injeção de manutenção, que é de 2,4 mg por semana. De acordo com o G1, o motivo é que parte da substância é destruída no estômago antes de alcançar a corrente sanguínea.

Como a semaglutida age

A substância imita o GLP-1, hormônio que o intestino libera depois das refeições. Ele sinaliza ao cérebro que o corpo já foi alimentado, o que diminui a fome, e faz o estômago esvaziar mais devagar, prolongando a saciedade. Medicamentos dessa classe costumam ser chamados de canetas emagrecedoras, e o uso contra a obesidade deve ser orientado por médico.


 

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Anvisa aprova versão oral do Wegovy para tratamento da obesidade (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


O que mostra o estudo

A aprovação se apoia em pesquisa publicada na revista The New England Journal of Medicine. Segundo o G1, os participantes que tomaram o comprimido perderam em média 13,6% do peso em 64 semanas, contra 2,2% no grupo que recebeu placebo. Os valores são médias e não indicam o resultado que cada pessoa terá. Para os autores, o desempenho se aproxima do registrado com a caneta injetável.

A Novo Nordisk afirma que é a primeira vez que um comprimido alcança eficácia equivalente à da injeção no tratamento do excesso de peso. A empresa prevê que o produto chegue às farmácias no próximo trimestre. Preço e condições de acesso não foram divulgados.

A decisão de usar qualquer medicamento para obesidade cabe a cada paciente junto com um médico ou outro profissional de saúde, que avalia o caso individualmente. Informações: G1.

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