Trump ameaça tomar todo o território do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto
Após resposta negativa de ambas as partes ao cessar-fogo proposto pelo Paquistão, conflito entre americanos e iranianos pode chegar a uma nova fase
Nesta segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa realizada na Casa Branca, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA podem tomar o território iraniano caso se encerre o prazo dado ao país do Oriente Médio para a reabertura do Estreito de Ormuz. Este prazo cessa na próxima terça-feira (7). Segundo o republicano, o “Irã pode ser tomado em uma noite”.
Fechado estrategicamente pelo Irã, o Estreito de Ormuz funciona como um corredor marítimo, por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo.
Chegando ao fim
O prazo dado pelos EUA para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz se encerra na próxima terça-feira. O local foi fechado pelo país persa logo após a invasão norte-americana, em conjunto com Israel, que ocorreu no último dia 28 de fevereiro. Sobre o tema, Trump declarou, nesta segunda-feira, que, caso não haja um acordo “aceitável” para a reabertura do canal marítimo, “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energia estarão demolidas”. Esta declaração do líder norte-americano não é uma novidade, uma vez que, no último domingo (5), o republicano já havia afirmado, nas redes sociais, que atacará a infraestrutura civil iraniana caso não haja um consenso entre EUA e Irã sobre a reabertura de Ormuz.
No mesmo evento, Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, afirmou que as maiores ofensivas ocorreriam nesta segunda-feira e que outras estavam previstas para a próxima terça-feira.
Ainda na coletiva do início desta semana, Trump se disse favorável à tomada do petróleo iraniano; entretanto, os norte-americanos são contrários à continuidade do conflito entre EUA e Irã, o que pode ser um empecilho para tal ofensiva.
Melania e Donald Trump participam de evento na Casa Branca, no domingo de Páscoa (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)
Sem acordo pela paz
Tanto os EUA quanto o Irã rejeitaram o acordo de cessar-fogo promovido pelo Paquistão. Trump declarou que o texto do acordo foi significativo, mas não foi suficientemente bom. Anteriormente, o Irã também não respondeu positivamente à proposta. A Irna, agência de notícias estatal iraniana, informou que o país prefere o fim definitivo e não uma trégua no conflito.
A agência de notícias do país persa também informou que o Irã está preocupado com a possibilidade de o conflito poder escalar para o cometimento de crimes de guerra. Isso porque, segundo as normas de direito internacional, é vedado o ataque a civis; havendo, os responsáveis poderão ser julgados pelo tribunal internacional.
