Ex-ministros pedem ação de Fachin diante de crise no STF
Carta assinada por ex-ministros prevê resposta institucional do Supremo Tribunal Federal em meio a suspeita de envolvimento de ministro no caso Banco Master
Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminharam ao atual presidente da corte, Edson Fachin, uma manifestação em que pedem uma resposta institucional diante da crise que atinge o tribunal. O grupo defende a realização urgente de uma sessão pública do plenário para que os fatos recentes envolvendo integrantes do Supremo sejam submetidos a uma apuração rigorosa.
Na carta, os magistrados afirmam confiar na condução de Fachin e classificam o momento como a “mais aguda crise” da história do STF. Segundo eles, a divulgação dos fatos recentes pode afetar a credibilidade da Corte, a confiança da sociedade e a estabilidade das instituições democráticas.
Nota pede resposta à instabilidade do STF
Embora o documento não mencione diretamente nomes de ministros ou episódios específicos, a manifestação ocorre em meio ao agravamento das divergências internas relacionadas ao caso Banco Master. A crise ganhou força após divulgação de informações obtidas pela Polícia Federal a partir de dados relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que reunia informações sobre o caso. O material passou a gerar questionamentos sobre relações entre Vorcaro e autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. A situação provocou novos conflitos dentro do Supremo.
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Ministros do STF não se posicionam sobre crise (Foto: Reprodução/Instagram/@supremotribunalfederal)
Diante da repercussão, Fachin já havia solicitado esclarecimentos a Moraes, Mendonça, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O presidente do STF afirmou que adotaria as medidas consideradas necessárias diante da situação.
Ex-ministros querem apuração dos fatos
Entre os 13 signatários estão nomes que ocuparam a presidência do Supremo, como Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto e Nelson Jobim. Também assinam a manifestação Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sidney Sanches, Carlos Velloso, Ilmar Galvão e Eros Grau.
A proposta dos ex-ministros é que o próprio plenário do STF participe da análise dos acontecimentos. Para o grupo, uma apuração conduzida de maneira pública e dentro das regras do devido processo legal seria importante para esclarecer os fatos e preservar a autoridade institucional do Supremo.
