Líder do Irã diz que não é inimigo dos EUA e que Trump quer enganar cidadãos 

Masoud Pezeshkian afirma não buscar inimizades com a população dos EUA e acusou Trump de atuar como representante de Israel deixando de lado seu povo

01 abr, 2026
Masoud Pezeshkian | Reprodução/X/@drpezeshkian
Masoud Pezeshkian | Reprodução/X/@drpezeshkian

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, escreveu uma carta direcionada à população dos Estados Unidos. Nesta carta, ele afirma que seu país não está nutrindo inimizade com os norte-americanos. Ele ainda afirmou que Donald Trump e seu governo estão enganando seus cidadãos. Essa carta é a primeira comunicação que o governo iraniano tem direcionado à população dos EUA desde o início da guerra no Oriente Médio.

Carta aos norte-americanos

A carta foi divulgada pela imprensa estatal do Irã, afirma que Pezeshkian pediu aos norte-americanos que eles começassem a se questionar de que lado realmente o governo Trump está, “se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel”. Ele ainda conta que o presidente Trump não se importará em utilizar “até o último soldado americano” para lutar pelos seus interesses.

O presidente iraniano deixou claro na carta que faz uma distinção entre o governo dos EUA e a população americana, além de afirmar que o Irã não deseja criar rivalidade com nenhum outro país. “O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos”, dizia a carta.

Ele também contou os próximos passos do país no Oriente Médio, que vai seguir lutando pela sua defesa sem incitar agressões ou algum conflito entre países. “O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão”, explica Pezeshkian.


Presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Inícios do conflito

A carta relembra que as diferenças entre o Irã e o Ocidente começaram em 1953 com  um golpe de Estado organizado pela CIA e pelo MI6, o serviço secreto inglês, que resultou na queda do primeiro-ministro Mohammad Mossadegh.

O presidente iraniano afirma que essa situação foi uma intervenção ilegal feita pelos Estados Unidos. A intervenção teve um papel crucial na interrupção do processo democrático do Irã, ajudou a reinstaurar a ditadura e gerou desconfiança entre a população iraniana em relação às políticas norte-americanas.

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