Trump considera possibilidade de navios serem escoltados no Estreito de Ormuz 

Presidente norte-americano afirmou que o poder econômico e militar dos EUA é o maior do mundo e que caso estreito de Ormuz seja fechado

04 mar, 2026
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Nesta terça-feira (3), Donald Trump afirmou em uma publicação na Truth Social que os Estados Unidos estão preparados caso o tráfego dos navios de petróleo pelo Estreito de Ormuz seja ameaçado. Ele afirmou que, se necessário, a Marinha norte-americana está preparada para escoltar as embarcações.

Navios escoltados

A fala do presidente norte-americano veio depois das declarações da Guarda Revolucionária do Irã afirmando que a passagem não é segura e que o governo iraniano anuncia que o estreito estaria fechado e que as embarcações que tentassem atravessar a rota seriam atacadas.

Trump afirmou que os Estados Unidos têm um poder econômico e militar maior que o país do Oriente Médio e que, se as embarcações petroleiras forem atacadas ou impedidas de cruzar o Estreito de Ormuz, novas ações serão anunciadas. “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”, escreveu Trump em sua rede social.

Trump ainda deixou claro que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) oferece de maneira imediata um seguro contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo que tenha que transitar pelo Golfo, principalmente se for transporte de energia. Ele afirmou que essas medidas terão um custo “muito razoável” e que todas as companhias de navegação terão acesso.


Navios de petróleo cruzando o Estreito de Ormuz (Foto: reprodução/X/@monitordoorient)


Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é a mais estratégica rota marítima do mundo. Ela conecta países como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos, que são os principais produtores do Golfo Pérsico, com o Mar Arábico e o Golfo de Omã. Segundo autoridades militares norte-americanas, o estreito ainda não está oficialmente bloqueado, mas esse impasse só aumentou a tensão em uma das áreas mais sensíveis quando se fala de abastecimento global de energia.

As declarações e o aumento da tensão entre os dois países impactaram imediatamente os mercados internacionais. O temor de que a guerra continue por mais tempo, que o estreito seja fechado e que as instalações do setor de energia sejam atingidas fez com que os preços do petróleo aumentassem.

A estimativa é que um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passe por esse estreito. E qualquer interrupção no tráfego reduz a oferta global, pressionando mais ainda os preços da commodity, refletindo diretamente nos combustíveis, transporte, causando inflação em vários países. Por isso, investidores e governos estão com receio de que o conflito tenha novas dimensões que causem problemas ao mercado internacional de energia.

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