ONU debate ataque dos Estados Unidos à Venezuela
ONU convoca reunião de emergência dois dias após ataques dos EUA na Venezuela que resultaram na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores
Nesta segunda-feira (5), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião de emergência para discutir a situação da Venezuela. Com a participação de países como Panamá, Reino Unido, Venezuela e Estados Unidos, o encontro analisa os desdobramentos após o ataque realizado pelos EUA no último sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Uma operação militar como um programa de TV
No último sábado (3), os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, junto da capital venezuelana, Caracas, foram alvos de ataques dos Estados Unidos, com ações coordenadas por ar, terra e mar. A ofensiva resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, a operação foi uma das maiores já realizadas pelo país desde a Segunda Guerra Mundial e teria sido ” como se tivesse assistindo a um programa de televisão”.

Nicolás Maduro com agentes dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Instagram/@agrayphot0)
Segundo alguns moradores, foram ouvidas sete explosões, voo baixo de aeronaves militares além de tremores e quedas de energia em áreas próximas a instalações estratégicas. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, além de posse e uso de armas de guerra. Ele foi levado a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira.
A ONU e a reunião de emergência
Nesta segnda-feira (5), após 2 dias dos ataques estadunidenses contra a Venezuela, a Onu convocou uma reunião de emergência para discutir e analisar a situação. De acordo com a vice-secretária-geral da ONU há uma precupação de que “a operação não respeitou as regras do direito internacional”.
Países aliados à Venezuela, como Rússia e China, condenaram as ações dos Estados Unidos e afirmaram que a ONU não pode aceitar a postura norte-americana. Além disso, a reunião conta com a presença de países como Chile, Argentina, Brasil e Paraguai, além de outras nações da América Latina e de outros continentes.
Até o momento, a reunião segue em andamento, e a expectativa é de que uma decisão ou posicionamento seja anunciado ao final do encontro. Embora Donald Trump tenha afirmado que os Estados Unidos passariam a governar a Venezuela, na prática a administração do país permanece sob o comando de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência de forma interina, segundo as instituições venezuelanas. O republicano também confirmou a entrada de petroleiras norte-americanas no país, afirmando que a medida tem como objetivo auxiliar na recuperação da infraestrutura do setor energético venezuelano.
