Operação da PF prende MC Ryan SP e mira esquema de R$ 1,6 bilhão

Polícia Federal prende cantor e investiga grupo por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de cocaína e movimentação bilionária

15 abr, 2026
Operação Narco Fluxo investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro | Reprodução/
Instagram/
@imcryansp
Operação Narco Fluxo investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro | Reprodução/ Instagram/ @imcryansp

A Polícia Federal investiga um grupo ligado ao MC Ryan SP por suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Segundo as autoridades, o esquema teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão, valor que motivou o bloqueio judicial de bens e contas.

De acordo com a apuração, o montante teria origem na comercialização de mais de três toneladas de cocaína enviadas ao exterior. O lucro obtido com o tráfico abastecia um complexo sistema financeiro utilizado para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Além do funkeiro, outros nomes também foram presos hoje (15), durante a operação, incluindo MC Poze do Rodo e influenciadores digitais. A ação mobilizou cerca de 200 policiais federais em diferentes estados e no Distrito Federal.

Empresas e apostas eram usadas no esquema

As investigações apontam que empresas de produção musical e entretenimento eram utilizadas para misturar receitas legais com valores ilícitos. O grupo também teria recorrido a plataformas de apostas e rifas digitais clandestinas como forma de dificultar o rastreamento do dinheiro.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) reforçaram os indícios de irregularidades. O inquérito é um desdobramento de operações anteriores que já investigavam rotas internacionais de tráfico e mecanismos de ocultação de patrimônio.


MC Ryan SP foi preso durante operação da Polícia Federal (Foto: reprodução/Instagram/@imcryansp)


Defesa nega acusações e questiona investigação

A defesa de MC Ryan SP nega qualquer envolvimento do artista com atividades criminosas. Segundo os advogados, todas as movimentações financeiras possuem origem comprovada e lícita.

O advogado do cantor também questionou a linha de investigação, afirmando que não há relação direta com o tráfico de drogas. A defesa declarou ainda que não teve acesso completo aos autos, que seguem sob sigilo.


PF aponta ligação entre setor musical e movimentações financeiras suspeitas (Foto: reprodução/Instagram/@imcryansp)


A Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 1,6 bilhão em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A decisão leva em conta o lucro estimado com o tráfico e o fluxo financeiro identificado pelas autoridades. O caso segue em investigação e deve avançar com a análise de provas apreendidas durante a operação, que inclui dinheiro, veículos, armas e equipamentos eletrônicos.

As investigações continuam em andamento, e a Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre o alcance do esquema e a possível participação de outros envolvidos no caso.

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