Lula pede afastamento de servidor da CGU por agressão
Presidente determinou processo para expulsar um servidor da Controladoria-Geral da União flagrado agredindo uma mulher e uma criança no Distrito Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta quinta-feira (25) a abertura imediata de um processo administrativo na Controladoria-Geral da União (CGU) para responsabilizar e expulsar um servidor federal acusado de agredir uma mulher e o filho dela no Distrito Federal.
A decisão foi anunciada após a divulgação de imagens nas redes sociais que mostram a violência ocorrida no estacionamento de um prédio em Águas Claras, e gerou repercussão por reforçar o compromisso do governo com o enfrentamento à violência contra mulheres e crianças.
Determinação presidencial e reação oficial
Em postagem nas redes sociais, Lula classificou o episódio como “inadmissível” e afirmou que servidores públicos têm o dever de manter conduta compatível com a moralidade dentro e fora do trabalho. Segundo ele, caso envolvendo um servidor federal exige uma resposta firme do Estado, independentemente do cargo ocupado.
O presidente pediu ao ministro controlador-geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, que instaure o procedimento disciplinar para apurar responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.
O caso chocou nas redes e reforçou a mensagem do presidente sobre a prioridade do governo no combate a todo tipo de violência contra mulheres e crianças, tema que tem sido reiterado em pronunciamentos recentes.
Presidente Lula (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)
Detalhes da agressão e andamento das investigações
De acordo com relatos de autoridades e registros divulgados, a agressão ocorreu na noite de 7 de dezembro e foi registrada por câmeras de segurança do prédio onde moram as vítimas. Nas imagens, o servidor identificado como David Cosac Junior, de 49 anos e analista federal da CGU, aparece agredindo a mulher e a criança com socos e tapas antes de ser contido.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso, mas até o momento não há informação de prisão do suspeito. O boletim de ocorrência aponta que o agressor afirmou que teria ocorrido um desentendimento entre ele e a mulher após o término de um relacionamento.
Medidas administrativas e posicionamento da CGU
Por sua vez, a CGU informou que já adotou providências administrativas imediatas após a repercussão do caso. Entre as ações estão o encaminhamento do fato à Corregedoria-Geral e à Comissão de Ética da instituição para apuração de responsabilidades disciplinares e a revogação de eventuais funções de chefia que o servidor possa ter exercido. O órgão ressaltou em nota que violência contra mulheres e crianças é crime e não pode ser tratada como mero conflito privado.
A determinação de Lula reforça a avaliação de que práticas violentas por parte de agentes públicos devem ser investigadas com rigor e que a administração federal busca dar resposta célere a episódios dessa natureza.
