Oscar Maroni, empresário paulista, morre aos 71 anos

Empresário tinha 74 anos e vivia em uma casa de repouso desde 2024 onde tratava o Alzheimer, até o momento, a família não informou a causa da morte

31 dez, 2025
Morreu aos 74 anos o empresário dono do Bahamas Club | Reprodução / Instagram / Oscar Maroni / @dom_maroni69
Morreu aos 74 anos o empresário dono do Bahamas Club | Reprodução / Instagram / Oscar Maroni / @dom_maroni69

Faleceu nesta quarta-feira (31) aos 74 anos, o empresário Oscar Maroni, conhecido por ser dono de uma das casas noturnas mais famosas de São Paulo, a Bahamas Club. A causa da morte não foi divulgada pela família, mas em nota eles disseram que o empresário “foi fiel às suas convicções e à sua liberdade”.

Ícone do entretenimento paulista

Oscar Maroni atuou por décadas no entretenimento e em eventos por São Paulo e era considerado uma das figuras mais emblemáticas e importantes da noite paulistana. Seu maior empreendimento, o Bahamas Hotel Club, suspendeu todas as suas atividades até o próximo sábado (2).

A confirmação de sua morte foi dada pela administração de um dos seus empreendimentos mediante uma nota oficial, onde reconhecia a postura dele como defensor da liberdade de expressão e sua clara atuação no cenário empresarial. “Mais do que um empresário, foi um homem que marcou seu tempo e deixou uma história que jamais será esquecida. Agradecemos todas as manifestações de carinho e respeito neste momento de dor”, completou a nota. A assessoria de imprensa do Bahamas Club informou que o velório será restrito à família e amigos próximos.


Oscar e sua filha, a influenciadora Aritana Maroni (Foto: reprodução/Instagram/@aritanamaronioficial)


De preso a ex-reality

Oscar Maroni foi formado em Psicologia, mas ficou conhecido quando fundou o Bahamas Club, casa noturna focada no entretenimento adulto, em 1994. E, apesar do sucesso, seu nome sempre esteve envolvido em polêmicas judiciais e policiais. Em 1998, foi a sua primeira prisão por exploração e prostituição em sua boate, com ele, mais 150 pessoas foram presas no local.

Em 2004, ele foi novamente preso por porte de arma de uso interno do Exército e ainda teve sua boate fechada, pois sua declaração afirmando que “o Bahamas iria se tornar uma Disneylândia do prazer” e que em 10 anos ele ficou rico. Nessa mesma época, surgiram documentos que davam a entender que Moroni pagava propina a funcionários da prefeitura, policiais e militares da cidade de São Paulo visando facilitar o funcionamento de seus negócios e a construção do hotel com a casa noturna.

Em 2007, ele chegou a ser preso após dizer que seu empreendimento era uma casa de prostituição, o que, por lei, é ilegal. A prefeitura de São Paulo ordenou que o Bahamas fosse fechado, além de aplicar uma multa ao empresário, pois, segundo a legislação, a casa noturna não poderia ter uma licença de um órgão público. Ainda no mesmo ano, ele ficou preso por 50 dias por tráfico de mulheres, exploração e favorecimento à prostituição e por formação de quadrilha. Anos depois, ele foi absolvido. Em 2009, dois anos depois, ele foi preso por ameaçar uma ex-companheira.

Maroni era figurinha carimbada em vários programas de TV nos anos 2000 e, em 2014, ele foi participante da ediçaõ de A Fazenda 7, na Record TV, que ficou conhecida como a “edição dos vilões”.

O empresário era pai de quatro filhos: Aritana, Aratã, Aruã, Acauã, todos com nomes inspirados na novela “Aritana” da TV Tupi de 1978. Sua filha, a influenciadora Aritana Maroni, ficou conhecida após a sua participação no MasterChef Brasil em 2015 e sua participação no reality show “A Fazenda: Nova Chance” em 2017. Ela, como seu pai, também se envolveu em várias polêmicas com a justiça.

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