Trump confirma ataque dos EUA contra estrutura ligada ao narcotráfico da Venezuela
Sem dar mais detalhes, presidente norte-americano confirmou a destruição do cais na costa venezuelana que era utilizado para o carregamento de drogas
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o ataque das forças americanas contra uma instalação utilizada pelo narcotráfico da Venezuela. A ofensiva, ocorrida na última semana, foi a primeira operação norte-americana no território do país sul-americano.
O republicano afirmou ainda que a área do cais, onde os barcos eram abastecidos com drogas, foi extinto após a operação.
Ofensiva confirmada
Donald Trump confirmou, nesta segunda-feira, que uma operação para desestabilizar o narcotráfico venezuelano foi realizada na semana passada. Segundo o republicano, uma instalação utilizada para abastecer as embarcações com drogas foi destruída ao longo da costa venezuelana.
O líder norte-americano não deu mais detalhes acerca da operação, se a mesma foi conduzida pelas Forças Armadas do país ou pela Agência Central de Inteligência (CIA), e tampouco afirmou que outras ofensivas dessa natureza irão ocorrer futuramente.
A declaração de Trump sobre a operação ocorreu após o questionamento da imprensa presente na coletiva do início desta semana. A pergunta foi motivada por uma fala do republicano em entrevista à rádio WABC na última sexta-feira (26), que mencionava a ofensiva contra o narcotráfico venezuelano pela primeira vez, mas sem dar mais detalhes sobre o intuito dessa operação.
Antes disso, o governo americano divulgava somente ações em mar aberto contra embarcações que eram supostamente utilizadas por narcotraficantes, e apreensão de navios petroleiros com ligações com o regime venezuelano. O governo de Nicolás Maduro ainda não pronunciou a respeito da operação.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: reprodução/Pedro Rances Mattey/Anadolu/Getty Images Embed)
Tensão entre os países
A tensão EUA e Venezuela não se inicia com a operação realizada na última semana. Em agosto deste ano, por exemplo, autoridades norte-americanas chegaram a oferecer US$ 50 milhões para quem colaborasse com a prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. No mesmo mês, o governo republicano envio um forte aparato militar ao mar do Caribe, que banha parte da costa venezuelana.
Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone. Entretanto, o diálogo não obteve grandes resultados, uma vez que o líder venezuelano não se convenceu em deixar o cargo de presidente do país.
