Defesa de Jair Bolsonaro pede revisão do STF sobre visitas de Flávio

Carta do ex-presidente, que foi divulgada nas redes sociais pelo senador, foi interpretada como um descumprimento de medida cautelar por Moraes

20 jul, 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Reprodução/Instagram/@jornaldemocrata
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Reprodução/Instagram/@jornaldemocrata

Nesta segunda-feira (20), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de que a decisão que proíbe o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai por 90 dias seja revista pela Corte.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de impossibilitar o encontro presencial entre Jair e Flávio Bolsonaro ocorreu após o ex-presidente escrever uma carta de apoio à candidatura do filho à presidência.

Carta divulgada

Advogados de Jair Bolsonaro tentam reverter uma decisão tomada por Alexandre de Moraes que impossibilita a visita de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente. Após o senador publicar em suas redes sociais uma carta escrita à mão pelo pai, o ministro do STF entendeu que o episódio tratava-se de um descumprimento de medida cautelar, uma vez que o ex-chefe de Estado estava proibido de fazer uso, tanto dos próprios perfis, quanto de perfis nas redes sociais de terceiros durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, benefício concedido devido aos problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro.

Em contrapartida, a defesa alega que o ex-presidente não tinha ciência de que a carta seria divulgada nas redes sociais. De acordo com os advogados, uma outra carta foi divulgada por Flávio em dezembro de 2025, porém o acontecimento não foi considerado um descumprimento de medida cautelar na ocasião.

Ainda no recurso apresentado ao STF, a defesa de Bolsonaro declara que a suspensão de visitas de Flávio trata-se de uma decisão “desproporcional”, uma vez que o contato entre familiares e o apenado só deve ser restringido em situações excepcionais e com justificativa adequada.


Flávio Bolsonaro discursa em Copacabana, no Rio de Janeiro, pela liberdade do pai (Foto: reprodução/AFP/Pablo Porciuncula/Getty Images Embed)


Sem visitas com finalidade eleitoral

Na última sexta-feira (17), Moraes determinou que, além do senador, Jair Bolsonaro não poderá receber visitas que tenham finalidade político-eleitoral até o final das eleições gerais deste ano, que ocorrerão em outubro. O ministro ainda suspendeu por 30 dias o direito do ex-presidente de receber qualquer visita por conta da divulgação da carta.

Apesar do descumprimento de medida cautelar, Moraes afirmou que isso não se tratava de uma reincidência, motivo pelo qual Bolsonaro não retornará ao regime fechado.

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