EUA classificam como “invenção” suposto rascunho de acordo com o Irã
Casa Branca afirmou que reportagens divulgadas pela mídia estatal iraniana sobre um suposto memorando de acordo com o Irã não correspondem à realidade
Parte das informações divulgadas pela mídia iraniana coincide com declarações feitas anteriormente por autoridades americanas sobre as negociações em andamento. Integrantes do governo dos Estados Unidos afirmaram que o presidente Donald Trump estaria disposto a flexibilizar o bloqueio, desde que o Irã garantisse a livre circulação de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.
Em resposta à reportagem exibida pela TV estatal iraniana, a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que as negociações avançam de forma positiva, mas ressaltou que o presidente Donald Trump mantém posições consideradas inegociáveis. Segundo ela, qualquer acordo firmado deverá garantir que o Irã nunca desenvolva armas nucleares.
A IRIB, emissora responsável pela divulgação das informações, é vista como um veículo alinhado aos setores mais linha-dura do regime iraniano.
Articulação por consenso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião de gabinete na Casa Branca para esta quarta-feira (27), enquanto seguem as negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que ainda existem divergências entre os dois lados sobre pontos específicos do possível acordo.
Nos últimos dias, Trump declarou que as negociações avançam de forma “ordenada e construtiva”, mas ressaltou que os Estados Unidos não pretendem acelerar um entendimento sem garantias concretas.
Mesmo com o avanço das tratativas diplomáticas, a tensão permanece elevada na região. O governo do Irã acusou os Estados Unidos de violarem repetidamente o cessar-fogo e realizarem ataques contra embarcações mercantes iranianas e áreas próximas ao Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, as ações demonstram “engano e traição” por parte de Washington.
Os Estados Unidos confirmaram operações classificadas como ações de “autodefesa” contra posições iranianas próximas ao estreito, alegando a necessidade de proteger tropas americanas posicionadas na região.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)

