Casa Branca publica vídeo nas redes sociais em meio a conflitos no Irã

Casa Branca publicou vídeo com estética de videogame mostrando ataques dos EUA ao Irã. Post repercute nas redes e destaca bombardeios e escalada do conflito

05 mar, 2026
Registro da Casa Branca, em Washington, Estados Unidos | Reprodução/Instagram/@whitehouse
Registro da Casa Branca, em Washington, Estados Unidos | Reprodução/Instagram/@whitehouse

O perfil oficial da Casa Branca, morada oficial do presidente dos EUA, publicou um vídeo no Instagram que chamou atenção. O vídeo, publicado na quarta-feira (4), faz claramente referência ao conflito que os Estados Unidos enfrentam desde o último sábado, quando declararam guerra contra o Irã.

A montagem, com cerca de um minuto  foi legendada com “Courtesy of the Red, White & Blue” (“Cortesia do Vermelho, Branco e Azul”). Durante o vídeo, são mostrados diversos ataques dos Estados Unidos ao Irã.

Estética de jogo de tiro

O vídeo publicada pela Casa Branca inicia como se fosse alguém jogando um jogo de tiro. Mostra um personagem com um tablet na mão; em seguida, ele ativa bombas. Após isso, o vídeo é cortado e são colocadas cenas de bombardeios em várias partes do território iraniano. A cada bomba que caía em solo no Irã, destruindo alguma base militar, aparecia na tela uma bonificação de pontuação de “+100”.

Além dessa pontuação, no vídeo há também frases de efeito usadas em um dos jogos de tiro mais conhecidos mundialmente, a franquia Call of Duty. Nesse jogo, quando ganhando a partida, o personagem normalmente fala “estamos vencendo esta guerra” ou “tomamos o controle”. Essas duas frases acabaram sendo utilizadas quando as bombas dos EUA atingiam e destruíam bases do Irã.

Não publicado somente no Instagram, mas também na rede social “X”, o vídeo alcançou milhões de visualizações nas redes sociais, sendo 30 milhões de visualizações só na rede social de Elon Musk, segundo a própria plataforma. O vídeo, que também foi republicado pelas Forças Armadas dos EUA, teve o objetivo de mostrar o poder bélico contra o país iraniano, sendo capaz de detonar lançadores de mísseis, caminhões de carga, drones e outras aeronaves, além de instalações militares.


Vídeo completo dos bombardeios feitos pelo EUA e publicado pela Casa Branca  (Vídeo: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Guerra entre EUA e Irã

O conflito que se iniciou no último sábado (28) já teve falas fortes do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth: “Esta não é uma guerra justa, e nem era para ser. Estamos batendo neles enquanto eles estão caídos, exatamente como deveria ser. (…) A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. (…) Eles estão acabados e sabem disso”

Segundo dados divulgados pelo governo dos EUA e da Casa Branca, eles já atingiram mais de dois mil alvos no território iraniano, afundaram mais de 20 navios da Marinha iraniana e neutralizaram a presença naval na costa do país do Oriente Médio. Outro país que também se envolveu na briga foi Israel; as forças militares estão fazendo bombardeios frequentes no Irã.

Pete Hegseth também garantiu que os ataques ao Irã superam o ataque feito ao Iraque na guerra de 2003 e afirmou que os ataques irão continuar até quando eles quiserem: “Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso”.

A guerra envolvendo os três países não tem prazo para acabar e, segundo o secretário de Guerra dos EUA, nas próximas horas o espaço aéreo iraniano será tomado. Além disso, os bombardeios serão mais focados em pontos estratégicos, utilizando bombas gravitacionais de 225 kg, 450 kg e 900 kg de alta precisão.

“Nossos jatos e bombardeiros poderão voar dia e noite bombardeando os mísseis, a indústria militar e os líderes iranianos. (…) Os líderes iranianos e a Guarda Revolucionária vão olhar para os céus e ver apenas a nossa força militar todos os dias, até decidirmos que acabou.” Pete Hegseth também disse que os ataques feitos pelo Irã vêm diminuindo dia após dia. Segundo ele, o país está se enfraquecendo após os ataques dos EUA.

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