Bill Gates faz declarações após seu nome ser citado no caso Epstein
Criador da Microsoft disse que participou de jantares com o magnata americano; empresário teria contraído uma IST de mulheres russas, enquanto estava casado
Na última sexta-feira (30), o nome do fundador da Microsoft, Bill Gates, apareceu em novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que investiga os crimes sexuais cometidos por Jeffrey Epstein.
Um rascunho de e-mail, de 2013, foi encontrado nas contas do criminoso sexual, a mensagem sugere que a relação entre Gates e Melinda, sua esposa na época, estava conturbada e revela uma traição. Segundo o texto, o empresário teria contraído uma infecção sexualmente transmissível (IST) ao se relacionar com mulheres russas, enquanto ainda estava casado. Segundo as acusações, Gates teria tentado medicar Melinda, para tratar ISTs, sem ela saber.
O que diz Bill Gates sobre as acusações
O porta-voz do dono da Microsoft nega as imputações e, em declarações, Gates afirma que a sua relação com o financista não passou de jantares e que não teve nenhum envolvimento com mulheres abusadas. “É fato que eu estive apenas em jantares. Nunca fui à ilha e nunca conheci nenhuma daquelas mulheres”, explicou. O empresário reforça ainda que o e-mail encontrado, além de conter mentiras, nunca havia sido enviado.
Quando questionado sobre o que motivava os encontros com Epstein, Gates revela que desejava conseguir levantar fundos para saúde global. “Ele conhecia muitas pessoas muito ricas e dizia que poderia convencê-las a doar dinheiro para a saúde global”, comentou.

A amizade começou em 2011, e o filantropo diz estar arrependido por ter mantido por tanto tempo a relação: “Fui tolo em passar tempo com ele”, declarou Gates. “Cada minuto que passei com ele, eu me arrependo.”, lamenta.
Relembre o caso Epstein
O departamento de justiça dos Estados Unidos investiga Jeffrey Epstein de ser o responsável por comandar uma rede de tráfico sexual nos anos 2000.
Mulheres e meninas menores de idade eram pagas para realizar serviços sexuais e recrutar outras garotas, quando se negavam, eram forçadas. Segundo o governo dos Estados Unidos, mais de 250 crianças foram exploradas sexualmente por Jeffrey Epstein.
A primeira investigação apareceu em 2005, mas o magnata alegou que as relações foram consensuais e que acreditava que as meninas tinham 18 anos. Em 2008, ele se declarou culpado do crime de exploração de menores e fechou acordo para pagar 13 meses de prisão e indenizações às vítimas. No ano de 2019, um juiz da Flórida se posicionou contra o acordo, o que levou Epstein à prisão, acusado por abuso de menores e por operar uma rede de tráfico de exploração sexual. Em agosto deste mesmo ano, na prisão, Epstein tirou a própria vida.
Mais recentemente, em 2024, foram divulgados novos documentos sobre o caso, com a presença de 150 nomes citados no processo, dentre eles o nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
