Alexandre de Moraes nega favorecimento a Vorcaro

Manifestação de Alexandre de Moraes ao STF nega favorecimento a Daniel Vorcaro e questiona a legalidade da investigação conduzida por André Mendonça

15 set, 2026
Disputa no STF envolve relatório da PF e suspeitas relacionadas ao caso Master | Reprodução/Instagram/@globonews)
Disputa no STF envolve relatório da PF e suspeitas relacionadas ao caso Master | Reprodução/Instagram/@globonews)

Nesta segunda-feira (14), Alexandre de Moraes apresentou sua primeira manifestação sobre as suspeitas levantadas contra ele no caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Em documento enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro negou ter favorecido Vorcaro ou o Banco Master e questionou a própria validade da investigação conduzida por André Mendonça. O posicionamento ocorreu às vésperas da análise do caso pelo plenário da Corte.

Moraes afirmou que nunca julgou processos relacionados ao banqueiro ou à instituição financeira. Também rejeitou a possibilidade de ter recebido informações antecipadas sobre a Operação Compliance e classificou as acusações como parte de uma ofensiva de caráter “político-eleitoral”.

Ministro questiona elementos do relatório

Para Moraes, o material analisado pela Polícia Federal não apresenta evidências suficientes para apontar uma infração penal de sua parte. O ministro também contestou a associação entre ele e anotações encontradas no celular de Vorcaro.

Outro ponto levantado foi a suspeita de vazamento de informações. Moraes citou a prisão do banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos como argumento para afastar essa hipótese. Segundo ele, Vorcaro estava prestes a embarcar e ainda carregava o próprio telefone quando foi detido.


 Vice-presidente do STF contesta investigação (Foto: Reprodução/GettyImagesEmbed/EvaristoSa)


A manifestação também questiona a maneira como Mendonça determinou a investigação. Moraes sustenta que não houve solicitação da Procuradoria-Geral da República, provocação da Polícia Federal ou autorização prévia do plenário do STF. Por isso, classificou a medida como “inconstitucional e ilegal”.

Mendonça explica medidas tomadas

André Mendonça também se manifestou nesta segunda-feira sobre a condução do caso. O ministro defendeu as providências adotadas durante a apuração e explicou uma reunião presencial realizada com os delegados responsáveis pela investigação.

Segundo Mendonça, a iniciativa ocorreu depois que anotações atribuídas a Vorcaro fizeram referência ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O ministro afirmou que a medida buscava preservar o sigilo e a segurança do procedimento.

O plenário do STF analisa nesta terça-feira (15) o relatório da PF sobre as mensagens e anotações atribuídas a Vorcaro. A Corte deverá avaliar se os elementos apresentados justificam a abertura de uma investigação contra Moraes.

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