Alcolumbre e Hugo Motta defendem autonomia do Congresso e paz entre poderes

Enquanto o senador defendeu o respeito mútuo entre as casas, o deputado justificou a necessidade da existência das emendas parlamentares

02 fev, 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Reprodução//X/@Edison_vander
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Reprodução//X/@Edison_vander

Nesta segunda-feira (2), o deputado federal e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), e o senador e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União–AP), defenderam a autonomia do Congresso Nacional durante a reabertura dos trabalhos das duas casas após o recesso do fim de ano.

Enquanto Motta justificou a necessidade das emendas parlamentares, Alcolumbre ressaltou a importância da harmonia entre os poderes.

Pelas emendas

Durante seu discurso, Hugo Motta defendeu a autonomia do Congresso e a necessidade da existência de emendas parlamentares. Para o deputado, cabe ao plenário, independente e soberano, buscar por meio de votações e propostas o interesse da população brasileira. Para Motta, é necessário fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso, que é enviar emendas às regiões menos assistidas do país.

Pela harmonia

Na sequência, Davi Alcolumbre promoveu o seu discurso na reabertura do Congresso Nacional. O senador, assim como Hugo Motta, defendeu a autonomia da casa, e disse também que a busca por harmonia entre os Poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário, não significa abdicar das prerrogativas do Congresso. “Cada Poder tem sua função. Cada Poder tem seu papel. É do respeito mútuo entre eles que nasce a estabilidade de que o Brasil precisa”, afirmou o presidente do Senado.

Alcolumbre mencionou o fato deste ser um ano eleitoral, o que, para o senador, é mais um motivo para a busca pela paz e o diálogo entre os Poderes da República e entre aqueles que possuem ideologias políticas divergentes.

Tanto Motta, quanto Alcolumbre estiveram presentes, assim como o chefe do Poder Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, da sessão inaugural do ano judiciário, que ocorreu nesta segunda-feira.


X/@PedroRonchi2

Da esquerda para a direita, Alcolumbre, Hugo Motta e Lula, presentes na reabertura do Supremo Tribunal Federal (Foto: reprodução/X/@PedroRonchi2)


Discordância entre poderes

Em 2025, os parlamentares mostraram-se contrários às decisões tomadas pelo judiciário. Um exemplo é a perda de mandatos dos parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Uma das vítimas desse processo foi a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Em dezembro, a Câmara havia rejeitado o pedido de cassação de Zambelli, mas o ministro do STF, Alexandre de Moraes, apontou uma violação à Constituição nessa medida, determinando assim a perda do mandato da parlamentar.

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