Giorgio Armani Privé apresenta coleção de Alta-Costura que explora os nuances da sensualidade

Inspirada no conceito de Boudoir, maison italiana leva transparências, bordados e cortes precisos à passarela em proposta de cobrir e se deixar revelar

08 jul, 2026
Desfile Outono/Inverno 2026/2027 | Reprodução/Instagram/@giorgioarmani
Desfile Outono/Inverno 2026/2027 | Reprodução/Instagram/@giorgioarmani

Giorgio Armani Privé apresentou sua coleção de Outono/Inverno 2026/2027 nesta terça-feira (7), no Palazzo Armani, durante a Semana de Alta-Costura em Paris. Batizado de “Boudoir”, o segundo trabalho de Silvana Armani, como diretora criativa, tem como inspiração o ambiente reservado onde as mulheres tradicionalmente se vestiam e se preparavam. A apresentação explorou o equilíbrio entre sensualidade e discrição em looks com sobreposições transparentes, tecidos fluidos, bordados minuciosos e recortes que revelavam a pele de maneira sutil, sem abrir mão da elegância característica da marca.

A cartela de cores deu destaque para tons profundos, como verde-esmeralda, azul-noturno, vinho e preto, que foram iluminados por aplicações de cristais, pedrarias e bordados. Casacos estruturados, vestidos de festa com caimento impecável, blazers adornados com pedrarias e calças de modelagem fluida. Na plateia do desfile, contou com a presença de nomes como Cate Blanchett, Laura Harrier, Rosamund Pike, o stylist Law Roach e a brasileira Elisa Zarzur.

Alfaiataria impecável e luxo nos detalhes

A coleção “Boudoir”, da Giorgio Armani Privé, é inspirada na intimidade, com blusas transparentes que deixam a lingerie à mostra, sob blazers com acabamentos perfeitos, que entram no jogo de cobrir para depois revelar. Também foram observados tops de alças finas, calças pantalonas e casacos longos com texturas de veludo e cetim, às vezes até mesmo com uma nova padronagem de leopardo com canutilhos.


Desfile de Outono/Inverno da Giorgio Armani Privé (Vídeo: reprodução/Instagram/@giorgioarmani)


Na apresentação, a alfaiataria teve o momento de puro protagonismo, com blazers bem construídos que vinham como terceira peça para compor a produção sensual com toque de elegância, os conjuntos fluidos em veludo ou cetim. E, por fim, os clássicos vestidos da maison, em três tipos de silhuetas: coluna, sereia e com saia evasê, que ganham detalhes em plumas e/ou vidrilhos, peças futuristas com estruturas geométricas, ombros pontudos, mangas com recorte circular e bolsos embutidos.

Continuidade de um legado

A apresentação, sob a direção criativa de Silvana Armani, mostra a continuidade do legado de Giorgio Armani, que faleceu em 4 de setembro de 2025, aos 91 anos. Em 1991, o estilista fundou a marca com uma leitura de moda que promovia tecidos leves, cortes que ofereciam liberdade de movimento e uma paleta de cores mais sóbria. A origem do “greige”, mistura do cinza com o bege, veio a partir disso. A maison nasceu com uma visão da moda mais voltada para a vida real, que apostava no atemporal, além das tendências.


Coleção “Boudoir” da Giorgio Armani Privé (Foto: reprodução/Instagram/@giorgioarmani)


Na coleção de Outono/Inverno 2026/2027, a estilista mostrou, sem precisar recorrer a mudanças radicais, que os códigos da maison continuam vivos e assim vão ficar por muito mais tempo. A Armani Privé segue escolhendo valorizar a elegância clássica, mostrando que a alta-costura continua sendo um espaço onde técnica, artesanato e sofisticação caminham lado a lado.

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