Giorgio Armani lança mais um capítulo do Armani/Archivio
Projeto criado para celebrar legado da maison ganha nova coleção e leva peças icônicas às lojas e ao guarda-roupa dos admiradores da marca
A Giorgio Armani escreveu mais um capítulo do projeto Armani/Archivio, uma iniciativa criada para preservar e atualizar a herança criativa da maison. A coleção, apresentada na última quarta-feira (22), durante a Milan Design Week, reúne 13 looks femininos e masculinos recriados a partir de peças emblemáticas desenvolvidas entre 1979 e 1994, período em que em que os códigos da marca foram sendo definidos.
A proposta do projeto vai além de atualizar as peças icônicas da Armani para os corpos contemporâneos. Na verdade, cada visual foi reconstruído com fidelidade aos originais, respeitando cortes, tecidos e proporções, em um momento em que o mercado redescobre o valor do vintage e em que o consumo mais consciente está em pauta nos debates da sociedade.
O retorno de códigos que moldaram a alfaiataria moderna
Desde o fim dos anos 1970, Giorgio Armani revolucionou a alfaiataria tradicional ao propor ternos menos engessados, com caimento leve, linhas mais fluidas e equilíbrio nas proporções da peça. Essa estética rapidamente conquistou executivos, artistas e o cinema, tornando-se referência principalmente dentro do que era considerado elegância, algo que perdura até os dias atuais e evidencia o caráter atemporal das ideias do estilista.
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Novo capítulo do Armani/Archivio relançando 13 looks (Vídeo: reprodução/Instagram/@giorgioarmani)
A nova coleção revisita justamente esse período fértil da marca e vem para exaltar a importância dessas peças na construção do legado Armani. Entre os destaques estão as famosas jaquetas de ombros marcados dos anos 1980, símbolo da ascensão do power dressing, além dos blazers desestruturados, das bombers elegantes e dos ternos em tons neutros, todos códigos que se tornaram a assinatura da casa italiana.
O relançamento evidencia como a moda opera em ciclos, destacando que os looks, mesmo criados há mais de três décadas, ainda dialogam diretamente com as tendências atuais, como as silhuetas amplas e a versatilidade no guarda-roupa. Outro ponto que entra em debate com a coleção é o retorno do vintage: com o mercado de brechós em alta, principalmente entre colecionadores, a estratégia da Giorgio Armani de relançar suas peças democratiza o acesso a roupas que antes estavam apenas no imaginário de muitas pessoas.
Armani/Archivio une memória e futuro.
Lançado como uma plataforma física e digital com o objetivo principal de estudo e apreciação, o Armani/Archivio funciona como um grande centro de memória, ao longo de cinco décadas da história da maison. O catálogo reúne mais de 200 coleções, 5.500 looks de passarela e mais de 30.200 itens individuais arquivados. O projeto apresenta, pela segunda vez, uma dimensão comercial e emocional ao permitir que parte desse legado volte às araras e aos guarda-roupas dos apaixonados pela maison italiana.
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Projeto Armani/Archivio (Foto: reprodução/Instagram/@elirusselllinnetz)
A estética da campanha da coleção ficou a cargo do diretor criativo e fotógrafo Eli Russell Linnetz, fundador da ERL, que imprime frescor e dinamismo às imagens. Com a alfaiataria em posição de protagonista, o ensaio celebra o legado da Giorgio Armani por meio de uma linguagem que se afasta da ideia de arquivo e se aproxima de uma narrativa sensível e contemporânea.
