Governo Trump prepara resposta ao Brasil após negativa sobre vistos a funcionários da Casa Branca

Itamaraty justifica recusa por conta da possível alimentação do questionamento norte-americano sobre o sistema eleitoral brasileiro

27 jul, 2026
Donald Trump, presidente dos EUA | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump, presidente dos EUA | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

O governo dos EUA prepara uma resposta ao Brasil após o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, recusar o visto de Riley Bernes e Samuel Samson, funcionários da Casa Branca ligados ao departamento de Estado norte-americano, na última sexta-feira (24).

O Itamaraty justifica a recusa dos vistos por acreditar que a visita de Bernes e Samson poderia alimentar o questionamento sobre o sistema eleitoral brasileiro. Dentre as possibilidades, a aplicação de sanções para autoridades brasileiras não está descartada.

Visto negado

Após dois funcionários do governo Trump terem seus vistos negados pelo Itamaraty, a Casa Branca estuda uma resposta ao Brasil. Dentre as possibilidades, a aplicação de sanções às autoridades brasileiras não está descartada, em um momento de disputa diplomática entre os dois países.

O Itamaraty alega que o pedido de vista, elaborado na última segunda-feira (20), foi encaminhado com o propósito de os dois funcionários da Casa Branca, liderados por Marco Rubio, visitarem o Brasil para fazerem contatos eleitorais e promoverem discursos sobre liberdade de expressão. Entretanto, o Ministério de Relações Exteriores brasileiro acredita que a visita teria o propósito de deslegitimar o processo eleitoral brasileiro.


Palácio do Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Foto: reprodução/Solange_Z/Getty Images Embed)


Processo em questionamento

Mesmo o Brasil recebendo tradicionalmente observadores de outros países antes e durante as eleições, Bernes e Samson não se enquadraram nessa classificação. Segundo um porta-voz do departamento de Estado norte-americano, informou que as visitas ocorreriam entre os dias 27 e 30 de julho para encontros com autoridades, líderes religiosos e membros da sociedade civil do Brasil.

Segundo a reportagem do jornal americano “Washington Post”, o objetivo da visita dos funcionários do departamento de Estado norte-americano serviria para colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a área internacional do tribunal foi procurada pela Embaixada norte-americana para tratar sobre a visita de integrantes do governo norte-americano, mas não foi informada a temática da agenda.

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