Lula passa por radioterapia preventiva em decorrência de um câncer

Presidente realizou tratamento complementar de radioterapia para evitar volta da doença; ele passou por outro procedimento em fevereiro contra uma queratose

25 maio, 2026
Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Instagram/@lulaoficial
Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Instagram/@lulaoficial

Nesta segunda-feira (25) pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou sua primeira sessão de radioterapia. O procedimento é complementar, após a retirada de um câncer de pele localizado no couro cabeludo em abril.

A ação ocorreu no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. De acordo com o que foi divulgado pela instituição hospitalar, o procedimento é para acrescentar o tratamento em decorrência de um carcinoma basocelular. O tratamento se deriva de um câncer diagnosticado no líder brasileiro; alguns especialistas na área foram consultados e, segundo eles, o objetivo do tratamento é reduzir o risco de uma possível recidiva da doença no local onde foi diagnosticada.

Detalhes

No total, o presidente irá passar por 15 sessões de radioterapia e cada sessão vai ter duração de aproximadamente 2 minutos. A agenda de Lula seguirá normalmente, mas será acompanhada pelos profissionais Kalil e pela Dra Ana Helena Germoglio e por suas respectivas equipes médicas.

Nesta manhã, logo após o tratamento, Lula se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio do Planalto. Depois, participou da sessão de abertura do 1o Fórum de Reitores Brasil-África, em um local de eventos na Asa Sul, em Brasília.

O câncer que foi diagnosticado em abril é um dos mais comuns na pele. Especialistas no assunto ressaltam que este tipo de tumor tem como característica ser menos agressivo e ter grandes chances de cura. Heloisa de Andrade Carvalho, radioterapeuta e coordenadora do Serviço de Radioterapia do Instituto de Radiologia (INRAD), explica que a doença em si tem comportamento mais maleável, com altas probabilidades de cura, se for tratada adequadamente. O prognóstico vai se alterar de acordo com a altura da lesão, a posição, a profundidade e as margens conseguidas na cirurgia.


Lula em evento na Universidade Fiocruz, no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/Daniel Ramalho/Getty Images Embed)


Queratose

Além do câncer localizado em abril, no mês de fevereiro, o presidente precisou passar por um procedimento de cauterização para cuidar de uma queratose, conhecida também por ceratose — a operação foi bem simples. A complicação se trata de um espessamento da camada de queratina, mais aparente na pele.

Na data em questão, a operação no total teve duração de mais de um minuto, ocorrendo em uma clínica dermatológica no estado de São Paulo.

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