Ministro do PT diz que Lula não abrirá mão de indicar novo nome ao STF

Wellington Dias afirmou que Lula analisa diferentes nomes para o STF, mas ainda não definiu quando fará a indicação; informação foi revelada em entrevista ao Sala de Imprensa

11 maio, 2026
Ministro Wellington Dias e presidente Lula | Reprodução/X/@wdiaspi
Ministro Wellington Dias e presidente Lula | Reprodução/X/@wdiaspi

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou ao SBT News que o presidente Lula não pretende adiar para depois das eleições a indicação do próximo nome ao STF. Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, Dias comentou ainda a rejeição de Jorge Messias no Senado e avaliou que o candidato “perdeu por suas qualidades”, sugerindo que parlamentares demonstraram resistência ao perfil mais alinhado a investigações.

Lula não é submisso, está legitimado pelo povo, então estará dialogando com o presidente Davi Alcolumbre. Quem está com medo de ter um Supremo com pessoas da qualidade de Jorge Messias?”, afirmou.

Sobre a relação com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o ministro defendeu harmonia.

Governo defende nova indicação ao STF

Dias afirmou que o presidente Lula não atua movido por revanchismo político e reforçou que a vaga aberta no STF precisa ser preenchida. Segundo o ministro, após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Congresso, o presidente deverá voltar a escolher outro candidato entre os nomes que considera mais qualificados para a Corte.

Ele também destacou que Lula não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um novo ministro ao Supremo e seguirá buscando um nome de confiança para ocupar a cadeira vaga no tribunal.


Wellington Dias aparece sentado à mesa, sorrindo e com as mãos apoiadas à frente do corpo. Ao fundo, as bandeiras do Brasil e do Piauí aparecem desfocadas

Wellington Dias, ministro de Desenvolvimento Social (Foto: reprodução/X/@wdiaspi)


Relação com Congresso e impacto da rejeição

Segundo Wellington Dias, o presidente Lula ainda analisa diferentes possibilidades para a vaga no STF e tem recebido sugestões de diversos setores antes de tomar uma decisão. O ministro afirmou que, até o momento, o presidente não indicou quando pretende anunciar oficialmente um novo nome para a Corte.

Ao comentar a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, Dias avaliou que o episódio representa não apenas uma derrota para o governo, mas também um fato histórico para o país. Segundo ele, foi a primeira vez em mais de 130 anos que uma indicação ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada, o que, na visão do ministro, acabou gerando desgaste institucional para o próprio Judiciário e para o processo de escolha dos ministros da Corte.

Dias reforçou que, na visão do governo, Lula continuará exercendo o direito de indicar um novo ministro ao STF ainda durante o atual mandato. O ministro criticou a ideia de deixar a escolha para o próximo presidente e afirmou que não faria sentido manter uma vaga aberta até uma nova eleição e posse presidencial.

Ele também defendeu que a relação entre o governo e os demais Poderes deve ser construída com base no diálogo e na harmonia institucional, e não em disputas políticas.

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