Donald Trump reforça ofensiva dos EUA contra o Irã

Presidente dos Estados Unidos avalia propostas e opções viáveis que possam finalizar o conflito, em uma tentativa de restaurar a paz e a economia

08 abr, 2026
Donald Trump presidente dos EUA |   Reprodução/X/@donaldtrump
Donald Trump presidente dos EUA | Reprodução/X/@donaldtrump

Após fazer ameaças de ataques severos contra a nação iraniana, o líder norte-americano optou, nesta terça-feira (7), pela suspensão de ataques ao país em um cessar-fogo pelo período de duas semanas. Esta decisão foi tomada em grande parte pela mediação de autoridades paquistanesas — o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir — com a intenção de amenizar o conflito no Oriente Médio.

Proposta de diálogo

Os EUA receberam uma proposta de 10 pontos do Irã para iniciar um diálogo, que se destina à diminuição das sanções, à retirada de tropas americanas de territórios e a disposições sobre o Estreito de Ormuz. Negociações entre os dois países podem ocorrer na sexta-feira (10), em Islamabad, Paquistão. Porém, segundo o Conselho Supremo de Segurança do Irã em sua mídia estatal, tais ações não significam o final do conflito.

O fechamento do Estreito de Ormuz está afetando o abastecimento de combustíveis em muitos países e causando uma grande crise energética e econômica global. Esse fechamento do Estreito de Ormuz é um dos principais fatores para o prolongamento da guerra, e sua total abertura é uma das maiores exigências do presidente norte-americano para alcançar um acordo e para a paralisação das investidas militares.


EUA e Israel travam guerra contra Irã (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Majid Saeedi)


Crise instalada

Os combates não se restringem apenas ao Irã; Israel está realizando ofensivas constantes contra a organização política e paramilitar xiita Hezbollah, no Líbano. Após o grupo ter atacado o Estado israelense em retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, tais ações já acarretaram centenas de mortes.

Desde o dia 28 de fevereiro, houve o início do conflito após ataques coordenados entre EUA e Israel para eliminar autoridades do alto escalão do regime iraniano. A infraestrutura do país do Golfo Pérsico vem sofrendo graves danos, como a destruição de suas bases militares, equipamentos bélicos, pontes, edifícios e aeroportos. Além disso, sofreu um ataque à Ilha de Kharg — região estratégica que concentra grande parte do petróleo produzido no país.

Em represália, tendo como alvo os interesses dos norte-americanos, o Irã atacou aliados no Oriente Médio, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes, bombardeando suas infraestruturas. O país ameaça ainda destruir refinarias de petróleo e usinas de energia caso continue sendo atacado, aumentando ainda mais esta crise global.

Rompimento

Com uma aparente trégua à vista, a paz no Oriente Médio pode estar em risco, devido ao Irã retornar a fechar a via marítima, em um ato de vingança, após ter sofrido bombardeios em suas ilhas, Lavan e Siri.

Masoud Pezeshkian, o presidente do país, nesta quarta-feira (9), disse que o cessar-fogo com os Estados Unidos foi desfeito em seu território. Mesmo assim, as negociações entre as duas nações ainda podem acontecer em Islamabad, diz o Paquistão.

Mais notícias