Dr. Flávio Quinalha explica o que está por trás do aumento da cirurgia plástica masculina no Brasil
Em entrevista, o especialista e cirurgião plástico do homem, Dr. Flávio Quinalha, fala sobre autoestima masculina e o avanço dos procedimentos estéticos entre homens
Durante anos, a estética masculina foi cercada por preconceitos e silêncio. Hoje, esse cenário mudou de forma consistente. Cada vez mais homens buscam a cirurgia plástica masculina não apenas por aparência, mas como parte de um cuidado integral que envolve autoestima, saúde mental e qualidade de vida.
De acordo com o cirurgião plástico Flávio Quinalha, referência nacional no segmento, e pioneiro da técnica Total Definer aqui no Brasil, o crescimento da procura é evidente e sustentado por dados. “Entre 2010 e 2020, a participação masculina nas cirurgias plásticas estéticas no Brasil saltou de cerca de 5% para aproximadamente 30%. É um movimento que não parou e continua em crescimento”, afirma.

Dr. Flávio Quinalha é especialista em cirurgias plásticas masculinas e pioneiro da técnica Total Definer aqui no Brasil (Reprodução/Instagram/@drflacioquinalha)
Atualmente, cerca de 70% dos pacientes atendidos pelo especialista são homens, número que deve chegar a 90% nos próximos anos, consolidando uma mudança cultural no autocuidado masculino.
Quebra de tabus e mudança de comportamento
A popularização da lipoaspiração de alta definição masculina foi um dos fatores decisivos para essa virada. Antes vista apenas como retirada de gordura, a cirurgia passou a oferecer resultados mais alinhados à anatomia masculina, valorizando definição e proporção corporal.
No entanto, segundo o médico, a motivação vai além da técnica. “O homem moderno entendeu que cuidar do corpo não é vaidade. É responsabilidade. A aparência está ligada à confiança, à performance profissional, à vida social e à forma como ele se enxerga”, explica.
O especialista ainda aponta que os fatores como maior longevidade, crescimento da obesidade, exposição constante em redes sociais e videoconferência, além da associação entre imagem e empregabilidade, ajudaram a acelerar esse processo.
As principais queixas estéticas dos homens
Flávio utiliza a técnica avançada LADSTRONG para Lipoaspiração de Alta Definição (LipoHD) masculina (Vídeo: reprodução/Youtube/Flávio Quinalha Cirurgião Plástico)
Entre as queixas mais frequentes relatadas pelos pacientes estão gordura abdominal, aumento das mamas (ginecomastia) e flacidez após perda de peso. Esses fatores impactam diretamente a autoestima masculina.
“A insatisfação com a aparência pode comprometer a presença social e profissional. Vejo o executivo que evita apresentações porque se sente exposto, o pai que não vai à praia com filhos porque não se reconhece no espelho, o marido que ficou um pouco inseguro com a esposa em estar em lugares que exige tirar camisa, como a praia”, relata o cirurgião.
Segundo ele, a falta de confiança afeta liderança, relações afetivas e desempenho no trabalho. “Sem confiança, não há presença. E o homem precisa de presença para performar em todas as áreas da vida”.
Estética, idade e objetivos diferentes
Procedimento realizado por Dr. Flávio Quinalha (Vídeo: reprodução/YouTube/Flávio Quinalha Cirurgião Plástico)
A busca pela estética e autoestima também pode variar conforme a idade. Homens mais jovens, entre 25 e 35 anos, geralmente buscam definição corporal. Já pacientes entre 40 e 50 anos enxergam a cirurgia como parte de um projeto de longevidade, saúde e bem-estar.
“Eles querem se sentir bem para a família, para o trabalho e para si mesmos. Mesmo homens com mais idade estão cada vez mais ativos e conscientes do próprio corpo”, destaca Quinalha.
Preconceito ainda existe, mas diminui
Apesar dos avanços, o preconceito ainda aparece no consultório. Muitos homens preferem manter o procedimento em sigilo, com receio do julgamento social. “Eu vejo uns 50% a 60% que ainda chegam com essa resistência, mas o número de homens que falam abertamente sobre o tema cresce a cada ano”, afirma.
Celebridades, maior debate sobre saúde mental e a normalização do autocuidado masculino têm ajudado a quebrar esse tabu.
Para o especialista, o papel do cirurgião plástico vai além do procedimento. “Não operamos apenas corpos, mas pessoas. É fundamental entender as expectativas, limites e o momento emocional do paciente”, diz.
E os resultados também são visíveis fora do espelho. Pacientes relatam melhora na postura, na comunicação, na vida profissional e nos relacionamentos, retomando mais confiança e posicionando melhor a imagem pessoal.
Aos homens que pensam em realizar um procedimento estético, mas ainda sentem medo ou vergonha, o especialista aconselha: “Não é uma vaidade, é uma auto responsabilidade”.
