Micro Data Centers levam IA para regiões remotas e reduzem consumo de energia

IA levada regiões remotas aumenta eficiência em agronegócio, tecnologia reforça a importância do desenvolvimento de práticas sustentáveis

22 dez, 2025
Data center da Ndivia na Europa | Reprodução / Jason Alden/Bloomberg/Getty Images Embed
Data center da Ndivia na Europa | Reprodução / Jason Alden/Bloomberg/Getty Images Embed

A descentralização do processamento de dados ganha força com os micro data centers, capazes de levar inteligência artificial diretamente para regiões remotas. No Podcast Canaltech, Bruno Miranda, head de produtos da CloudVBox, e Fabiano Sabatini, especialista em IoT da Intel para a América Latina, discutiram como a computação de borda (edge computing) resolve problemas de latência e infraestrutura em setores como agronegócio, mineração e serviços públicos.

Segundo Sabatini, pesquisa da IDC indica que quase metade dos dados corporativos ainda não está pronta para aplicações de IA. Micro data centers resolvem essa lacuna ao instalar capacidade computacional próxima à fonte dos dados, evitando dependência exclusiva de grandes centros urbanos. “Quando falamos da borda, você enfrenta dificuldades em levar processamento e equipamentos capazes de suprir essa demanda”, afirma Miranda. A parceria entre as empresas busca oferecer hardware e software para suportar alta demanda computacional em regiões com infraestrutura limitada.

Eficiência no agronegócio e sustentabilidade

O agronegócio é um dos principais beneficiários da tecnologia. Sabatini destaca que mais de 80% do setor é composto por agricultura familiar e cooperativas, não tendo, muitas vezes, acesso a tecnologias avançadas. Micro data centers permitem telemetria, análise de solo e automação de balanças diretamente no campo.


Agronegócio é um dos principais beneficiários da tecnologia (Foto: reprodução/Patrick Meinhardt/AFP/Getty Images)


Além disso, os sistemas da CloudVBox apresentam redução de até 95% no consumo de energia com ar-condicionado e 48% no uso geral de energia, operando com consumo zero de água para refrigeração. “Trabalhando com temperaturas adequadas, o equipamento tem vida útil maior e gera menos descarte”, explica Miranda.

Inteligência artificial em cidades e setor industrial

A tecnologia também integra processadores com aceleradores de IA, tornando-a adequada para cidades inteligentes e setores como óleo e gás, onde a análise de dados em tempo real é essencial para eficiência operacional.

Micro data centers demonstram como a computação de borda não só otimiza custos e performance, mas também reforça práticas sustentáveis e aproxima a inteligência artificial de onde os dados realmente são gerados.

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