Zuckerberg perde US$ 16 bi de sua fortuna pessoal após reação negativa aos gastos da Meta com IA
Analistas cortam preço-alvo das ações e questionam se investimentos em inteligência artificial gerarão retorno
A fortuna de Mark Zuckerberg encolheu US$ 15,8 bilhões na última sexta-feira (31), segundo a Forbes. A queda reflete a reação negativa do mercado ao aumento dos gastos da Meta com inteligência artificial, anunciado no balanço trimestral da empresa. Com o recuo, Zuckerberg agora tem patrimônio estimado em US$ 186,7 bilhões.
O empresário ocupa a sexta posição entre as pessoas mais ricas do mundo, segundo o ranking da Forbes. Fica atrás de Michael Dell (US$ 237,3 bilhões) e à frente de Jensen Huang, da Nvidia (US$ 172,6 bilhões). Elon Musk segue no topo com US$ 713,2 bilhões.
A desvalorização em um dia não foi a única queda recente. Na última quinta-feira (30), a fortuna de Zuckerberg havia caído US$ 17,8 bilhões, movida pelo recuo das ações da Meta.
Por que as ações caíram
A Meta elevou sua previsão de gastos para este ano e evitou apresentar estimativa de investimentos para 2027. A decisão gerou incerteza entre investidores e analistas sobre o retorno real que os bilhões destinados à inteligência artificial trarão para a empresa.
Nat Schindler, do Scotiabank, reduziu o preço-alvo das ações da Meta de US$ 700 para US$ 600. Segundo o analista: “Enquanto a empresa não demonstrar que consegue transformar seus investimentos em inteligência artificial em receita, deveria priorizar a geração consistente de fluxo de caixa livre, em vez de focar na dimensão de sua aposta em IA”.
A Wedbush Securities também revisou suas projeções para baixo. A instituição cortou o preço-alvo para a Meta de US$ 671 para US$ 595, argumentando que investidores devem avaliar com mais rigor se os elevados investimentos gerarão retorno efetivo.
Mark Zuckerberg (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)
Revisões em cascata
Outras casas de análise acompanharam o movimento de redução de projeções. A Evercore ISI reduziu o preço-alvo em US$ 110. A Wolfe Research fez corte de US$ 100. Goldman Sachs e Cantor Fitzgerald reduziram, cada uma, US$ 90.
O ponto central das preocupações dos analistas é a incerteza sobre a capacidade da Meta de transformar seus gastos em inteligência artificial em receita. A empresa tem injetado bilhões de dólares em tecnologia de IA para remodelar seu funcionamento interno, mas ainda não apresentou sinais claros de monetização.
A falta de projeção específica para 2027 amplificou essa incerteza. O mercado agora aguarda demonstração concreta de que os investimentos em IA renderão retorno proporcional aos bilhões desembolsados.
