Donald Trump assume que voo secreto foi para sua proteção após Cúpula da OTAN

Presidente norte-americano participou do evento em Ancara na Turquia no mês de julho; troca de aeronaves foi sugerida pela CIA por medida de segurança

12 ago, 2026
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump
Donald Trump | Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Foi confirmada nesta terça-feira (11) a informação de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump realizou uma troca de aerovanes quando voltava da Turquia no mês passado após participar da Cúpula da OTAN. O motivo seriam ameaças direcionadas ao mandatário americano, que na mesma época, autorizou novos ataques ao Irã.

A atitude da CIA foi muito criticada já que dezenas de pessoas, entre jornalistas e funcionários da Casa Branca, estavam no avião onde teoricamente o presidente também viajava de volta ao seu país e que poderia ter sido alvo de um atentado terrorista.

Troca sigilosa de aeronaves

Depois de muita especulação, Donald Trump admitiu nesta terça-feira (11) que não viajou no avião Air Force One ao voltar de Ancara, na Turquia para o Reino Unido, em 8 de julho deste ano após participar da Cúpula da OTAN. O presidente foi fotografado chegando ao aeroporto e embarcando na aeronave, mas pouco depois, saiu sem ser notado e embarcou em outro avião, o C-32A.

A sigilosa logística de troca de aeronaves contou ainda com um caminhão de transporte de alimentos, que já estava posicionado na parte dianteira do Air Force One quando Trump foi fotografado no local. A confirmação do esquema de segurança para o retorno do presidente aos Estados Unidos, também foi noticiada pela CNN Internacional nesta terça (11).

A emissora afirma que o motivo foram ameças recebidas por Trump, incluindo ataques de mísseis que poderiam atingir o avião presidencial. A primeira informação sobre um possível ataque chegou a ser divulgada pelo The New York Times na edição de 24 de julho. Fontes relataram ao jornal que um possível ataque iraniano tinha como alvo a comitiva de Trump e o avião presidencial.


Avião presidenciável Air Force One (Foto: reprodução/AFP|Saul Loeb/Getty Images Embed)


A emissora afirma que o motivo foram ameças recebidas por Trump, incluindo mísseis que poderiam atingir o avião presidencial. A primeira informação sobre um possível atentado chegou a ser divulgada pelo The New York Times na edição de 24 de julho. Fontes relataram ao jornal que um possível ataque iraniano tinha como alvo a comitiva de Trump e o avião presidencial.

Imprensa critica atitude da CIA

Toda a operação de retorno aos Estados Unidos ficou a cargo da CIA. “Sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Mas eles queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam”, disse Trump.


Donald Trump durante a Cúpula da OTAN, na Turquia (Foto: reprodução/Win McNamee/Getty Images Embed)


A imprensa criticou duramente a decisão de deixar mais de 100 pessoas, entre jornalistas que acompanhavam o evento na Turquia e funcionários da Casa Branca a bordo de um avião que poderia sofrer ataque terrorista em seu retorno. Como justificativa, o presidente afirmou que o C-32A tinha mais riscos de ser abatido do que o Air Force One. “Vocês provavelmente estão em um voo perigoso, por causa dos canalhas com que temos que lidar. Se eu for, vocês também vão, certo? Talvez algum dia queiram mudar de profissão”, afirmou ao justificar que o cargo que ocupa, de Presidente dos Estados Unidos, é constantemente alvo de ameaças de grupos terroristas.

A segurança foi redobrada após decisões contraditórias tomadas por Trump durante o período, como novos ataques ao Irã. Como o evento ocorreu em uma região que também é próxima do país atacado, foi preciso adotar medidas extras de segurança. Trump chegou ao Reino Unido a bordo do C-32A pouco antes do Air Force One pousar e embarcou novamente na aeronave principal rumo aos Estados Unidos.

Mais notícias