Polícia sugere ampliar proteção para família de André Mendonça

Polícia Judicial do STF avalia ampliar a segurança do ministro para incluir sua família após investigações envolvendo o Banco Master e fraudes no INSS

06 mar, 2026
André Mendonça | 
Reprodução/Instagram/@jornalobiano
André Mendonça | Reprodução/Instagram/@jornalobiano

A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) sugeriu ampliar o esquema de proteção do ministro André Mendonça para incluir sua esposa e seus filhos. A medida está sendo analisada após o magistrado assumir a relatoria de investigações de grande repercussão, como os casos envolvendo o Banco Master e fraudes no INSS, que teriam envolvido ameaças e tentativas de intimidação contra autoridades e profissionais da imprensa.

Proteção pode incluir familiares

A proposta prevê que o atual esquema de segurança, hoje voltado principalmente ao ministro passe a abranger também os deslocamentos de seus familiares. Agentes da Polícia Judicial acompanhariam a esposa e os filhos de Mendonça em atividades externas para garantir proteção integral.

Segundo integrantes do tribunal, a Polícia Judicial procurou o gabinete do ministro para avaliar a necessidade e a viabilidade da medida. Auxiliares afirmam que Mendonça tende a concordar com a ampliação caso ela seja considerada operacionalmente possível.


André Mendonça ( Foto: reprodução/Instagram/@zeu_cel)


Relatoria de casos sensíveis

A preocupação com a segurança do ministro está ligada aos processos de grande impacto que estão sob sua responsabilidade no STF. Entre eles estão investigações envolvendo o Banco Master e apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

No caso do banco, a decisão que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro mencionou indícios da atuação de uma organização criminosa que funcionaria como uma espécie de “milícia privada”. Segundo as investigações da Polícia Federal, o grupo teria utilizado monitoramento ilegal e ameaças contra autoridades, jornalistas e adversários.

Em meio ao aumento das preocupações com possíveis riscos, Mendonça já adotou medidas extras de proteção em algumas ocasiões. Em eventos públicos específicos, como pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, o ministro chegou a utilizar colete à prova de balas. Diante desse cenário e da repercussão das investigações, a Polícia Judicial do STF passou a considerar necessário reforçar a proteção não apenas ao relator dos casos, mas também aos seus familiares.

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