Polícia brasileira obteve ajuda da Interpol para monitorar Deolane

Influenciadora e advogada criminalista é presa novamente em condomínio de luxo em Barueri (SP); defesa nega envolvimento com facção criminosa

25 maio, 2026
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane
Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram/@deolane

Por meio de grandes investigações e observação, a Polícia Civil e o Ministério Público de SP mostraram que a participação de Deolane Bezerra Santos está ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os órgãos oficiais, a influenciadora foi presa preventivamente no seu condomínio luxuoso em Barueri, na região metropolitana da capital paulista, após indícios de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e de fazer parte da maior facção do Brasil.

Indícios que apontam a participação de Deolane

De acordo com as investigações, Deolane fazia o papel de “caixa” do grupo. Já a defesa da influencer continua negando qualquer situação que leve a suspeita com a facção ou que faça pensar numa suposta lavagem de dinheiro, e afirma que todos os ganhos financeiros são declarados e justificados perante a justiça.

A operação contra ela avançou durante o período em que a influencer passava o tempo longe do país há mais de 20 dias em Roma, capital da Itália.

Segundo informações, a doutora estava em um prédio luxuoso em que a diária é capaz de ultrapassar R$ 15 mil, a advogada Deolane mostrava diariamente sua rotina nas redes sociais. Mas o que a influenciadora não sabia é que as investigações contra ela avançaram rapidamente e com participação da Interpol e agentes da lei brasileira.

A força policial planejou prendê-la na Itália, porém a influencer já teria voltado um dia antes da operação, mas foi presa ao chegar na capital paulista.


Exato momento em que Deolane Bezerra, suspeita de ligação com tráfico (Vídeo: reprodução/YouTube/ g1globo)


Movimentações milionárias e o posicionamento das defesas

Segundo as investigações, Deolane movimentou R$ 13,6 milhões em suas contas pessoais e outros R$ 14 milhões por meio de suas empresas. A polícia aponta que os valores são suspeitos e ligados a firmas fantasmas no interior paulista, que dividiam endereço com uma transportadora ligada a líderes de uma facção criminosa.

O monitoramento começou após a apreensão de bilhetes em presídios no ano de 2019. Em resposta, a defesa de Deolane negou qualquer vínculo com a transportadora e afirmou que os ganhos são lícitos, vindos de sua época na advocacia criminal.

Os advogados dos líderes citados também rebateram as acusações por falta de provas. Após os procedimentos judiciais, a influenciadora foi transferida para a penitenciária feminina de Tupi Paulista.

 

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