Operação da Polícia Civil prende vereador de São Paulo
Vereador Senival Moura foi preso na Operação Última Parada por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC e elo com a empresa de transportes Transunião
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria utilizado a empresa de ônibus Transunião para movimentar recursos de origem ilícita.
Morte do presidente da empresa revela esquema criminoso
Segundo os investigadores, o parlamentar seria uma peça importante na estrutura financeira investigada. A apuração teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, morto em 2020. A partir da análise de materiais apreendidos durante a investigação do homicídio, a Polícia Civil identificou indícios de possíveis vínculos entre a empresa e integrantes da facção criminosa.
Além de Senival Moura, outras pessoas ligadas ao caso foram presas, entre elas Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e Devanil de Souza Nascimento, ambos réus pelo assassinato de Adauto Soares Jorge. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 194 milhões em bens e contas dos investigados, além da apreensão de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.
Senador de SP é preso por envolvimento com crime organizado (Vídeo: Reprodução/Youtube/UOL)
A Prefeitura de São Paulo foi comunicada sobre as medidas judiciais, uma vez que a Transunião presta serviços ao sistema municipal de transporte. Em nota, a SPTrans informou que a operação das linhas segue normalmente e que aguarda a notificação oficial da decisão judicial para avaliar possíveis providências administrativas.
Função do PCC na empresa de Transportes
De acordo com a investigação, integrantes do PCC teriam exercido influência sobre decisões estratégicas da empresa, incluindo alterações societárias. Os investigadores também apontam movimentações financeiras consideradas atípicas, entre elas um aumento significativo do capital social da empresa, que teria passado de R$ 100 mil para R$ 50 milhões. A origem desses recursos é alvo de apuração e levanta suspeitas de lavagem de dinheiro.
As autoridades ainda investigam possíveis conexões entre a Operação Última Parada e outras ações policiais voltadas ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, como as operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi
