Advogados comunicam piora na saúde de Jair Bolsonaro em pedido ao STF
A defesa afirma que a saúde de Jair Bolsonaro piorou cobra laudo médico da PF e diz que a falta do documento impede análise do pedido de prisão domiciliar
Nesta quarta-feira (04), a defesa do ex-presidente do país, Jair Messias Bolsonaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão com urgência do laudo médico elaborado pela Polícia Federal, alegando que seu estado de saúde apresentou piora nesses últimos dias. O documento é considerado essencial para a análise do pedido de prisão domiciliar por motivos humanitários.
Segundo os advogados, o ex-presidente apresentou alguns episódios de vômitos e crises intensas de soluços, características que indicam que seu quadro de saúde está fragilizado. Apesar da realização da perícia médica, ainda não houve a anexação do relatório aos autos, mesmo após o vencimento do prazo de dez dias determinado pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.
Perícia foi realizada, mas relatório não consta nos autos
Na petição enviada ao STF, a defesa argumentou que o atraso prejudica a manifestação do assistente técnico indicado pelos advogados, comprometendo o avanço da análise do pedido de medida humanitária. “Diante do esgotamento do prazo fixado por Vossa Excelência, o estado de saúde fragilizado do Peticionário — agravado recentemente por episódios eméticos e crise de soluços — exige que a Superintendência da Polícia Federal seja intimada, com urgência, a juntar o laudo pericial aos autos”, afirma a defesa do ex-presidente.
Jair Bolsonaro tem quadro de saúde fragilizado (Vídeo: reprodução/YouTube/Infomoney)
No dia 20 de janeiro, médicos da Diretoria Técnico-Científica da PF realizaram a perícia, conforme determinação de Moraes, que estabeleceu a avaliação como etapa prévia à eventual concessão de prisão domiciliar ou internação hospitalar em uma unidade penitenciária. A expectativa é que o resultado seja encaminhado ao gabinete do ministro ainda nesta semana, segundo informações apuradas pela CNN Brasil.
Defesa questiona condições de atendimento médico
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado desde 15 de janeiro, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Moraes deu autorização à transferência de Bolsonaro, estabelecendo a perícia médica como requisito para eventual concessão da prisão domiciliar.
A defesa e familiares reforçaram que a Penitenciária não possui condições adequadas para atender o ex-chefe de Estado do país diante de seu quadro de saúde, argumentando que a medida seria necessária para garantir assistência médica adequada. O Supremo Tribunal Federal ainda não se pronunciou sobre o pedido, que depende da juntada do laudo pericial para análise detalhada.
