Oruam tem mandado de prisão preventiva revogado pela Justiça do RJ
Tula Corrêa de Mello considerou que a perícia apontava incompatibilidade na posição da pedra de 4,85 kg arremessada contra policiais
A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, revogou na última sexta-feira (31) a prisão preventiva do rapper Oruam. O artista, cujo nome de registro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, estava foragido desde a decretação da medida cautelar. A decisão da magistrada também desclassificou a acusação de tentativa de homicídio contra dois policiais civis.
A mudança na classificação do crime ocorreu após análise das provas. A juíza entendeu que não havia elementos bastantes para sustentar a acusação de que Oruam teria arremessado uma pedra de 4,85 kg contra os agentes de polícia. A perícia foi central nessa conclusão.
A perícia e a decisão
O laudo técnico identificou que a pedra estava em uma jardineira junto à fachada do imóvel, numa posição que não correspondia a um arremesso efetuado da sacada. A constatação questionou a versão dos acusadores.
A juíza Tula Corrêa de Mello afirmou em seu voto que: “Não havia elementos suficientes para sustentar a acusação de tentativa de homicídio ou de que a pedra de 4,85 kg foi arremessada por Oruam”.
Também destacou que: “Não foi possível demonstrar que o artista assumiu o risco de matar os dois policiais”.

Oruam no momento em que se entrega à polícia (Foto: Kleyton Cintra/TV Globo)
Mudança na acusação
Com a desclassificação, Oruam agora responde por lesão corporal leve, dano ao patrimônio público, resistência, desacato e ameaça. O processo saiu da esfera do tribunal do júri e foi remetido para vara criminal comum.
O incidente originou-se durante cumprimento de mandado de busca e apreensão direcionado a um menor suspeito de envolvimento com tráfico de drogas. Um dos policiais lesionados era o delegado Moyses Santana, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. Oruam e outras três pessoas figuravam na acusação original.
