Oruam e familiares são alvos da Operação Contenção

Foragido desde fevereiro, o cantor é procurado pela Polícia Civil do RJ junto de sua mãe, pai e irmão por atividades criminosas como a de lavagem de dinheiro

29 abr, 2026
Oruam em um ensaio fotográfico, com um olhar desafiador direcionado para a câmera | Reprodução/X/@updatecharts
Oruam em um ensaio fotográfico, com um olhar desafiador direcionado para a câmera | Reprodução/X/@updatecharts

Nesta quarta-feira (29), os agentes da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) deram início a mais uma fase da Operação Contenção. Membros da família do rapper Oruam, como seu irmão, sua mãe e seu pai, que já está encarcerado, incluindo o próprio cantor, fazem parte da lista de procurados. Os oficiais saíram para cumprir 12 mandados de prisões preventivas, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital. A Polícia Civil do Rio de Janeiro visa atuar contra a estrutura de lavagem de dinheiro e a expansão do CV (Comando Vermelho).

Laços criminosos entre família

Alvo da Operação Contenção Red Legacy (Legado Vermelho) em março, porém com um habeas corpus concedido pela Justiça do Rio de Janeiro no início deste mês, que a fez deixar de ser procurada, a empresária e mãe de Oruam, Márcia Gama, junto de seu filho Lucca Nepomuceno, agora estão na mira da DRE para terem suas prisões efetuadas. Além disso, como resultado de uma desavença com policiais na frente de sua residência, em julho de 2025, o cantor carioca responde a um processo por tentativa de homicídio e encontra-se foragido da Justiça desde fevereiro deste ano por violar sua tornozeleira eletrônica.

Na operação, estão sendo procurados nomes como Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que já se encontra encarcerado; Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, companheira de VP e mãe de Lucca e Oruam; Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca; Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam; Jeferson Lima Assim; Luiz Paulo Silva de Souza e Carlos Alexandre Martins da Silva, apontados como operadores financeiros do CV. Também são alvos os chefes da organização: Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D; Ederson José Gonçalves Leite, o Sam da CDD; Wilton Rabello Quintanilha, o Abelha; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Urso ou Doca.


Fotografias relacionadas ao álbum “Liberdade”, na segunda imagem, é possível ver o rapper junto de sua família (Foto: reprodução/Instagram/@oruam)


Desmantelamento das atividades criminosas

Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, eram repassados aos operadores financeiros os recursos com origem no tráfico pelas lideranças da organização criminosa. Tais valores eram destinados à aquisição de bens, ocultação patrimonial e pagamentos de despesas, sendo que essas quantias eram fragmentadas utilizando contas de terceiros.

Por meio da junção de informações financeiras e investigando dados que foram retirados de dispositivos apreendidos, esta operação, realizada nesta quarta-feira (29), já dura há um ano. E, analisando conversas de líderes criminosos, como Carlos Costa Neves, o Gardenal, e um miliciano, foi possível reiterar a liderança central de Marcinho VP, que ainda exerce uma grande influência sobre a facção, mesmo estando preso.

Flávio Fernandes, advogado de Márcia Gama, alegou não ter tido acesso aos autos e busca entender do que se trata esta nova operação. Sobre a defesa de Oruam, o seu advogado, Fernando Henrique Cardoso Neves, expressou que também não acessou o pedido de prisão de seu cliente, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno.

Com o objetivo principal de prender traficantes e desmantelar sua logística e estrutura financeira, a Operação Contenção é uma ofensiva do Governo do Estado do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, contando com estratégia para conter o avanço territorial da facção. A atividade já soma a apreensão de mais de 51 mil munições e 190 fuzis, de um total de 470 armas, registrando cerca de 300 capturados e 136 mortos em confrontos.

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