Dias afirmou que o presidente Lula não atua movido por revanchismo político e reforçou que a vaga aberta no STF precisa ser preenchida. Segundo o ministro, após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Congresso, o presidente deverá voltar a escolher outro candidato entre os nomes que considera mais qualificados para a Corte.
Ele também destacou que Lula não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um novo ministro ao Supremo e seguirá buscando um nome de confiança para ocupar a cadeira vaga no tribunal.

Wellington Dias, ministro de Desenvolvimento Social (Foto: reprodução/X/@wdiaspi)
Relação com Congresso e impacto da rejeição
Segundo Wellington Dias, o presidente Lula ainda analisa diferentes possibilidades para a vaga no STF e tem recebido sugestões de diversos setores antes de tomar uma decisão. O ministro afirmou que, até o momento, o presidente não indicou quando pretende anunciar oficialmente um novo nome para a Corte.
Ao comentar a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, Dias avaliou que o episódio representa não apenas uma derrota para o governo, mas também um fato histórico para o país. Segundo ele, foi a primeira vez em mais de 130 anos que uma indicação ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada, o que, na visão do ministro, acabou gerando desgaste institucional para o próprio Judiciário e para o processo de escolha dos ministros da Corte.
Dias reforçou que, na visão do governo, Lula continuará exercendo o direito de indicar um novo ministro ao STF ainda durante o atual mandato. O ministro criticou a ideia de deixar a escolha para o próximo presidente e afirmou que não faria sentido manter uma vaga aberta até uma nova eleição e posse presidencial.
Ele também defendeu que a relação entre o governo e os demais Poderes deve ser construída com base no diálogo e na harmonia institucional, e não em disputas políticas.