Lula embarca para Assembleia Geral da ONU em Nova York

Presidente do Brasil viaja até Nova York para participar de Assembleia da ONU, podendo ocorrer encontros com Donald Trump e Zohron Mamdani

21 set, 2026
Presidente Lula embarcou para Nova York | Reprodução/Instagram/@lulaoficial/Ricardo Stuckert
Presidente Lula embarcou para Nova York | Reprodução/Instagram/@lulaoficial/Ricardo Stuckert

Neste domingo (20), o presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva embarcou em viagem de avião para Nova York, nos Estados Unidos. Lá, o presidente irá participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Além de sua participação na Assembleia, Lula também tem um encontro marcado com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, que é considerado um dos principais opositores de Donald Trump. Um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, também deve ocorrer.

Possível encontro com Trump

Por tradição, o Brasil sempre é o primeiro país a discursar na Assembleia da ONU. A tradição começou em 1955 e continua até os dias de hoje. Logo após Lula discursar, Donald Trump também fará um discurso. Eles dois podem acabar se encontrando nos corredores da ONU, como já ocorreu no passado. Segundo o governo brasileiro, 30 chefes de Estado realizaram pedidos para se encontrar com o presidente do Brasil. No entanto, Lula deve participar de poucos encontros, por questões de agenda e da logística de segurança da região onde ocorre a assembleia.

Agenda de Lula e delegação brasileira

No dia 20/09, Lula embarcou a caminho de Nova York e chegou no mesmo dia. Em 21/09, o dia deve ser dedicado a revisar o discurso de Lula na ONU, assim como para encontrar Zohran Mamdani e, possivelmente, outros chefes de Estado. Em 22/09, Lula discursa na ONU e volta ao Brasil. Após cumprir sua agenda em Nova York, Lula retorna ao Brasil já no dia 22. No entanto, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, permanecerá na cidade ao longo de uma semana para cumprir outros compromissos em nome do Brasil.


Lula desembarca em Nova York (Vídeo: reprodução/Instagram/@metropoles)


A delegação brasileira também deve participar de reuniões do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Além de eventos sobre direito internacional e agenda multilateral, a delegação também deve participar de uma reunião dedicada à situação da Palestina. A delegação conta com: Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima), Wellington Dias (ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), Esther Dweck (ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), Eloy Terena (ministra dos Povos Indígenas), Rachel Barros (ministra da Igualdade Racial) e Audo Faleiro (assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial do Presidente da República).

Discurso de Lula deve criticar interferência interna

Segundo auxiliares de Lula, ele deve mandar recados a outros líderes globais, além de falar da situação do crime organizado no Brasil. No entanto, a orientação é de que ele não cite diretamente nem Trump nem o PCC. Lula deve falar sobre o que considera como tentativas de interferência externa nas eleições brasileiras, não somente por parte dos EUA, mas também da Argentina e de Israel. Segundo o G1, um dos auxiliares de Lula acredita que a polidez é necessária, mas que ele não pode se omitir e deve defender as instituições eleitorais brasileiras.

Mesmo com mensagens direcionadas a chefes de Estado e líderes políticos, o presidente do Brasil não deve citar nomes nem países, mantendo polidez em seu discurso. A orientação serve para que Lula consiga enviar mensagens, mas, ao mesmo tempo, evite situações constrangedoras e embates com outros líderes globais. A questão está sendo levada tão a sério que o discurso deve ser revisado até mesmo minutos antes de ser realizado.

Lula defende reforma

O presidente defende que o conselho da ONU passe por uma reforma, uma vez que países em guerra também decidem e votam no que a ONU faz diante de uma guerra. Sendo assim, segundo Lula, tais países não teriam capacidade de mediar soluções pacíficas. A ONU conta atualmente com 5 membros permanentes em seu conselho: EUA, Rússia, China, Reino Unido e França. Os Estados Unidos e a Rússia têm se envolvido em guerras e, portanto, se encaixam no argumento de Lula, e qualquer decisão da ONU só vai para frente com o voto deles. Lula defende que o conselho seja ampliado para permitir mais países permanentes, como Japão, Alemanha e até o próprio Brasil.

A ONU deve decidir este ano quem sucederá António Guterres como secretário-geral da organização, uma vez que há rotatividade do cargo. O Brasil tem defendido uma mulher latino-americana para o cargo, tendo manifestado apoio à Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. A escolha será feita a partir de uma indicação dos membros do Conselho de Segurança da ONU.

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