Lula discute impacto político após operação contra Jaques Wagner

Governo acompanha efeitos causados pela operação envolvendo senador e discute possíveis impactos políticos antes de definir próximos passos

19 jun, 2026
Presidente Lula | Reprodução/Agência Brasil/Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula | Reprodução/Agência Brasil/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se juntou a ministros no Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira (18), para acompanhar de perto os rumos da operação da Polícia Federal, que teve o senador Jaques Wagner (PT-BA) como um dos alvos, e avaliar os possíveis impactos da situação dentro do governo federal.

Alguns membros do palácio possuem opiniões diferentes sobre o que deve ser feito, enquanto Lula está aguardando para poder conversar pessoalmente com o parlamentar antes de tomar decisões relacionadas ao governo.

Lula avalia cenário

Depois do surgimento da operação, alguns auxiliares do governo defenderam mudanças na articulação política do Senado. Esse grupo acredita que o caso pode prejudicar a administração federal e afetar os avanços nas negociações políticas do Congresso.

Mesmo com esse pensamento, o mais provável dentro do governo é que qualquer ação só será feita depois de uma conversa presencial entre Lula, Jaques e outros aliados. De acordo com os interlocutores do presidente, houve uma conversa por telefone entre os dois ainda na quinta-feira, mas o esperado é que os dois se encontrem somente nos próximos dias.


Lula avalia impactos políticos diante das acusações contra Jaques (Vídeo: reprodução/X/@CNNBrasil)


O senador, junto com pessoas da sua família, foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a nova fase da Operação Compliance Zero. As investigações apuram suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Jaques Wagner se pronunciou publicamente e negou as acusações, afirmando que não agiu em favor da instituição financeira ou de qualquer outro grupo privado.

PT define estratégia

Depois da operação, dirigentes do Partido dos Trabalhadores começaram a alinhar o discurso que iriam adotar. A orientação interna é afirmar que eventuais esclarecimentos devem ser ditos diretamente pelos envolvidos no caso, para que as apurações da investigação não sejam associadas ao trabalho do Presidente da República.

Os integrantes do partido também prestaram apoio ao senador baiano e afirmaram que as investigações devem prosseguir. Os líderes do PT disseram estar confiantes de que Jaques apresentará esclarecimentos sobre as acusações citadas no inquérito.

O partido também está discutindo estratégias de comunicação para os próximos dias, com o intuito de acompanhar o desdobramento das investigações enquanto reforça a defesa das apurações feitas pelos órgãos responsáveis. O tema segue sendo monitorado pelo governo, que segue aguardando os próximos passos do caso.

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