Influenciadora denuncia música de DVD de Zé Neto e Cristiano que será lançado em breve

A justiça de São Paulo proibiu a dupla de divulgar música após ação da influenciadora Karolina Trainotti por uso indevido de dados pessoais

02 abr, 2026
Zé Neto e Cristiano | Reprodução/Instagram/@zenetoecristiano
Zé Neto e Cristiano | Reprodução/Instagram/@zenetoecristiano

Na ultima quarta-feira (1), a Justiça de São Paulo pediu a interrupção da divulgação de uma das faixas musicais do novo DVD da dupla Zé Neto e Cristiano.

Na faixa em questão, que se chama “Oi, tudo bem?” e compõe o DVD “Vocês & Deus”, citava um homem que possuía várias mulheres e, segundo a denúncia de uma influenciadora, estaria ligando-a ao controlador do Banco Master Daniel Vorcaro, atualmente preso.

Proibição do uso de imagem que envolva a influenciadora

A influenciadora Karolina Trainotti procurou a Justiça após ter seus dados vazados em alguns prints usados no vídeo de divulgação da música. A juíza Daniela Dejuste de Paula, da 29ª Vara Cível, atendeu ao pedido de Karolina e determinou a exclusão do conteúdo, além de estabelecer que a dupla sertaneja não divulgasse nenhum material que ligue a influenciadora a Vorcaro.

“Defiro o pedido de tutela de urgência para determinar que os requeridos se abstenham de utilizar, veicular, reproduzir ou divulgar, sem consentimento, imagens, dados pessoais ou quaisquer elementos que permitam a identificação da autora”, escreveu a juíza na setença.

A música divulgada por Zé Neto e Cristiano não citaria o nome de Daniel Vorcaro, mas imagens divulgadas no próprio vídeo colocavam a imagem do dono do Banco Master, de sua ex-namorada e de outras mulheres mencionadas nas conversas para ilustrar a canção, que possui trechos como: “Eu falava bom dia pra uma […] escrevia bom dia pra outra […] eu ouvia eu te amo de uma […] e eu lia eu te amo da outra”.


Determinação da Justiça para a remoção do vídeo (Foto: reprodução/Instagram/@conceitosertanejo)


O que disse a defesa de ambos

A defesa de Karolina pediu indenização por danos morais e afirmou que o vídeo em questão era uma forma sensacionalista de atrair a atenção do público: “A gravidade se intensifica quando se observa que o conteúdo veiculado expõe a autora em contexto nitidamente vexatório, ao reproduzir e explorar aspectos de sua vida íntima de forma descontextualizada, sensacionalista e voltada à captação de atenção do público”. Já a defesa da dupla sertaneja, procurada por vários veículos da imprensa, afirmou que esse assunto será tratado exclusivamente na Justiça.

Mais notícias