Hugo Motta cria comissão para discutir PEC da redução da maioridade penal

Após aprovação da CCJ, colegiado específico analisará texto que propõe reduzir a responsabilidade criminal para pessoas a partir de 16 anos

06 jul, 2026
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Reprodução/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Reprodução/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Nesta segunda-feira (6), o deputado federal e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a criação de quatro comissões especiais, uma delas ficará responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da maioridade penal.

O tema é apoiado pela oposição e a falta de consenso nos debates ao longo do tempo tem sido um entrave para o avanço da pauta.

Criação de quatro comissões

Hugo Motta anunciou, no início desta semana, a criação de quatro comissões especiais para discutir sobre a preservação da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a possibilidade de prefeituras municipais admitirem jovens aprendizes, o regime tributário para a cadeia de recicláveis, e a redução da maioridade penal, que será composta por 38 deputados federais titulares e o mesmo número de suplentes, enquanto as demais contará com 20 integrantes e o mesmo número de suplentes, cada. A legislação atual prevê que menores de 18 anos são inimputáveis, que não podem ser responsabilizados criminalmente

A PEC que tem por objetivo reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) no último dia 1o de junho e aguardava a aprovação de Motta para ser analisada por uma comissão específica antes de ser colocada em votação no Plenário. No seu perfil nas redes sociais, o presidente da Câmara afirmou que a Casa está avançando o debate sobre as pautas para entregar os melhores projetos para o país.


PEC da redução da maioridade penal avança na Câmara dos Deputados (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil)


Falta de consenso

Com segurança pública sendo uma das suas principais bandeiras, a redução da maioridade penal é apoiada pela oposição do governo atual, identificada com ideologias de direita. Por outro lado, representantes de partidos identificados com o espectro político de esquerda têm se posicionado contra essa redução, sob a alegação de que o tema é uma cláusula pétrea da Constituição Federal e, portanto, não pode ser alterado. Desde 1988, a medida foi proposta 57 vezes, e a falta de consenso nos debates pode ser atribuída como o principal fator para o não avanço da pauta.

Em 2026, a redução da maioridade penal foi resgatada ao longo da tramitação na Câmara dos Deputados da PEC da segurança pública, mas foi excluída do texto final após aprovação dos parlamentares.

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