Membros do Governo do Brasil e representantes dos Estados Unidos estão reunidos desde quarta-feira (15) para tratar de uma investigação que partiu do país norte-americano. As duas delegações estão reunidas em Washington para discutir práticas comerciais brasileiras que estariam prejudicando os EUA.
Autoridades brasileiras prestam esclarecimentos em Washington
As investigações, que começaram na quarta, terão continuidade hoje (16) e nelas estiveram presentes os seguintes representantes do Brasil: o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, e o embaixador Philip Fox Gough, secretário de Assuntos Econômicos. Os dois terão que prestar esclarecimentos à USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) por ações como o Pix e a Rua 25 de Março, em São Paulo.
As investigações foram iniciadas no ano passado, em 15 de julho de 2025, com base na lei americana Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que “visa combater práticas estrangeiras desleais que afetam o comércio dos EUA” e investiga se práticas comerciais “são desarrazoadas ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
O Pix, que é um sistema de pagamentos criado no Brasil, está sendo apurado, pois, segundo as investigações do governo americano, favorece mais o comércio local do que as empresas norte-americanas: “O Brasil também parece se engajar em uma série de práticas desleais com relação aos serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, dizia uma parte do documento da USTR.