Macron visita China e faz apelo pelo fim da Guerra na Ucrânia

Em visita de Estado, Macron busca diminuir o déficit econômico entre as duas nações; China busca se apresentar como um mercado confiável para os países europeus.

04 dez, 2025
Xi Jinping e Macron durante visita oficial a Pequim | Reprodução/Pool/Getty Images Embed
Xi Jinping e Macron durante visita oficial a Pequim | Reprodução/Pool/Getty Images Embed

Em uma visita de Estado, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu ao líder chines, Xi Jinping, a intensificação das corporações em geopolítica, meio ambiente e comércio. Macrom, como um representante da União Européia fez também um apelo para o fim da Guerra na Ucrânia. China e Rússia são grandes aliados políticos e desde o início da guerra, a China se tornou a maior parceira comercial da Rússia.

Nesta sexta-feira (5), Macron, acompanhado do líder chinês, deve visitar a província de Sichuan, que fica no sudoeste da China. A presença de Xi é vista como um tratamento generoso, o presidente chines raramente acompanha líderes de estado após deixarem a capital.

Apesar do gesto de gentileza e aparente camaradagem entre os dois líderes, analistas de geopolítica afirmam que há dinâmicas de poder mais amplas em jogo durante essa visita, especialmente entre China e União Européia.


Xi Jinping e Vladmir Putin em encontro oficial (Foto: reprodução/Pool/Getty Images Embed)


Discussões e acordos

Em sua quarta visita oficial à China, Macron busca reduzir o déficit comercial entre França e China e garantir a abertura de empregos industriais no país. Durante a reunião que ocorreu nesta quinta-feira (4), Macron disse ao seu anfitrião: “Os desequilíbrios que vemos se acumulando hoje não são sustentáveis, representam o risco de desencadear uma crise financeira e ameaçam nossa capacidade de crescer juntos“.

A China busca amenizar os embates que vem ocorrendo com a União Europeia devido a sua indústria de veículos elétricos e procura também se apresentar como um mercado confiável para a Europa, que não escapou das tarifas econômicas impostas por Donald Trump.

Xi declarou que China e França deverão seguir seus próprios caminhos geopolíticos. “Independentemente de como o ambiente externo mude, nossos dois países devem sempre demonstrar a independência e a visão estratégica de grandes potências“, declarou ele.


Emmanuel Macron e Volodymyr Zelensky (Foto: reprodução/Remon Haazen/Getty Images Embed)


Apelo pela paz

Ao longo da duração do conflito entre Rússia e Ucrânia, outros líderes europeus fizeram seus apelos a Pequim para que exercesse pressão sobre Moscou. Macron renovou seu pedido nesta quinta-feira.

Apesar da pressão dos membros da União Européia, no início deste mês a China deu à Rússia garantias de seu apoio, na reunião com Macron, entretanto, Xi Jinping afirmou que a China permanece comprometida com o fim do conflito.

Em seu pedido por medidas contra a guerra por parte da China, Macron disse: “Espero que a China se junte ao nosso apelo e aos nossos esforços para, pelo menos, alcançarmos um cessar-fogo o mais rápido possível e uma moratória sobre os ataques contra infraestruturas críticas“.

Após o encontro, os dois líderes assinaram 12 acordos de cooperação que abrangem os mais variados temas como envelhecimento populacional e energia nuclear. Os valores monetários envolvidos nos acordos não foram divulgados.

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