Estados Unidos e Irã não entram em acordo e cessar fogo não acontece
Proposta do Exército paquistanês previa trégua imediata de até 20 dias, mas Trump recusou exigências e Teerã exige o fim total dos conflitos no Oriente Médio
Apesar da mediação do Paquistão nesta segunda-feira (6), Estados Unidos e Irã descartaram um acordo de cessar-fogo. O impasse se deu pela falta de consenso sobre as cláusulas: enquanto Donald Trump evitou comprometer-se com as exigências impostas, o Irã classificou a proposta como insuficiente. O porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que a paz só será aceita se for definitiva e abranger a interrupção de todos os conflitos no Oriente Médio.
Detalhes do acordo
Primeiramente, seria feito um cessar-fogo de imediato, com negociações para que houvesse uma amplitude na resolução. Se tudo fosse aceito, levaria em torno de 15 a 20 dias para que tudo estivesse bem alinhado com todas as partes envolvidas.
Asim Munir, chefe do exército paquistanês, manteve-se em contato ao passar da noite com autoridades dos Estados Unidos. Estão nesses contatos o vice-presidente americano JD Vance, o representante especial de Trump Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, externou que a resposta do país será no momento oportuno, afirmando que as negociações apresentam-se “incompatíveis com imposições e ameaças de realização de crimes de guerra“.
Imagens após ataque de tropas americanas durante conflito contra o Irã (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)
Sobre o Estreito de Hormuz, ele não está incluso no acordo proposto. Uma das autoridades iranianas diz que, mesmo o acordo sendo fechado, nada em relação ao Estreito faz parte e acrescenta que pressões ou prazos não serão aceitos — a capital dos americanos, Washington, não aceita um cessar-fogo permanente.
Detalhes da guerra
Tudo começou quando os Estados Unidos, na madrugada do dia 28 de fevereiro, atacaram o território do Irã com colaboração de Israel. Durante esse ataque, o líder religioso supremo, aiatolá Ali Khamenei, acabou sendo morto no bombardeio.
Os ataques ainda continuaram no dia seguinte com bombas aéreas, mísseis disparados por israelenses e barcos norte-americanos. Como forma de retaliação, os iranianos revidaram o ataque com bombas sobre Israel e alvos norte-americanos.
O grupo do Líbano, Hezbollah, que faz parte da aliança com o Irã, também lançou bombas em Israel, que anteriormente jogaram bombas que tinham como alvo o grupo rebelde.
